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Ludmilla presta queixa na delegacia após ser alvo de ataque racista na web

23.mai.2016- Ludmilla presta queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet após sofrer ataques racistas em rede social - Francisco Silva / Ag.News
23.mai.2016- Ludmilla presta queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet após sofrer ataques racistas em rede social Imagem: Francisco Silva / Ag.News

Do UOL, no Rio

23/05/2016 19h08

Ludmilla esteve na Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI) do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (23), para prestar queixa contra um internauta que a atacou no Instagram com comentários racistas. A cantora publicou cópias das agressões verbais na rede social e desabafou pedindo ajuda.

"Alguma autoridade pode me ajudar a identificar esse homem? Não é a primeira vez que ele faz isso, já até bloqueei ele, mas ele continua falando essas coisas em outros instas por aí. Que ódio, só quero a justiça mais nada. Nessa eu vou até o fim", escreveu.

Ao UOL, o delegado da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), Alessandro Thiers, contou que as investigações já começaram e que em até 30 dias devem ser concluídas.

"Vamos tentar identificar quem foi a pessoa que postou isso na rede social. Temos uma pessoa que está sendo suspeita, mas ainda é cedo para revelar o nome", disse.

Ela não é a única famosa a sofrer com esses ataques nas redes sociais. Recentemente, Taís Araújo, Sheron Menezzes, Maria Julia Coutinho e Cris Vianna também sofreram com mensagens criminosas e prestaram queixa na delegacia.

Ludmilla publica uma cópia dos comentários racistas no Instagram e pede ajuda: "Só quero a Justiça" - Reprodução/Instagram/Ludmilla - Reprodução/Instagram/Ludmilla
Ludmilla publica uma cópia dos comentários racistas no Instagram e pede ajuda: "Só quero a Justiça"
Imagem: Reprodução/Instagram/Ludmilla


Em março, a Polícia Civil prendeu três homens que faziam parte de uma quadrilha que praticava crimes de ódio na internet e foram responsáveis pelos ataques direcionados à Taís Araújo. Eles foram soltos três dias depois após pedido do delegado Alessandro Thiers, para converter a prisão temporária dos réus em prisão preventiva.

Pela legislação, a prisão preventiva é cabível quando for imprescindível para as investigações do inquérito policial ou quando o indiciado não tiver residência fixa. Já a prisão temporária tem um prazo de duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco.