A Fazenda 9

Mauricio Stycer

Com 'nova chance', Record aposta em reality que os fãs pediam para a Globo

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Saiba todos os detalhes de A Fazenda - Nova Chance, que estreia na terça-feira  Imagem: Reprodução
Maurício Stycer

Maurício Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

12/09/2017 05h01

Há uma vaga e estranha promessa de redenção no nome escolhido pela Record para a nova edição da “Fazenda”, que estreia nesta terça-feira (12). Afinal, quem precisa de “nova chance”? 

Mas não se perca pelo nome. O reality da emissora está longe de ser uma versão mais apimentada de programas religiosos – daqueles que costumam exibir testemunhos de fieis que viram a luz após ter uma “segunda chance”.  
 
Ao contrário. Exibidas oito edições, está claro que uma das principais qualidades da “Fazenda” é justamente mostrar um lado B, inesperado, da programação da Record – caótica, abusada, nada assistencialista ou religiosa. 
 
A “nova chance” a que se refere o título desta edição diz respeito ao elenco, formado exclusivamente por gente que já participou de algum reality show antes. Fosse nos Estados Unidos, o nome do programa seria acompanhado por algum termo como “All stars”, ou “The Best”. 
 
Fãs de realities no Brasil sonham com uma configuração destas há muito tempo. Sempre se imaginou que Boninho proporia algo nesta linha para o seu “Big Brother Brasil”, o mais antigo e bem-sucedido reality de confinamento exibido por aqui, mas ele ainda não teve coragem.
 
É verdade que o Big Boss ensaiou este lance. Em algumas edições, o diretor recorreu a ex-participantes (cinco no BBB10 e seis no BBB13), mas sempre misturados a novatos. Um elenco formado apenas por gente com experiência e histórico de causar confusões, nunca houve na Globo. 
 
Um programa com esta proposta, de fato, é um risco grande. Sempre à espera de novidades, o público pode rejeitar o “déjà vu”. Pior, com base na primeira experiência, ex-participantes normalmente voltam mais “cerebrais”, buscando agir de forma mais “racional”. Raramente conseguem, mas o excesso de “cultura de confinamento” pode tornar o jogo chato.
 
Mas é uma aposta que vale a pena. E a Record tem muito menos a perder do que a Globo. “A Fazenda” chegou a sair da grade em 2016, num sinal de falta de prestígio (e também de audiência abaixo do esperado e retração comercial). 
 
Após trair, digamos assim, os espectadores com o cancelamento da temporada 2016, quem precisa mesmo de uma “nova chance” é a Record. Veremos se o público dará.

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