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Em "discurso da desclassificação", Bial pede "compaixão" por Ana Paula

Reprodução/TVGlobo
"Criança perversa ou criança perdida?", perguntou Pedro Bial ao falar da eliminação de Ana Paula Imagem: Reprodução/TVGlobo

Mauricio Stycer

Colunista do UOL

05/03/2016 23h39

Ana Paula deixou o “BBB16” sem ter direito ao tradicional “discurso da eliminação”, feito por Pedro Bial, nas noites de terça-feira. A única coisa que ela ouviu, na manhã deste sábado (05), foi a voz impessoal do chefão Boninho no confessionário: “A senhora está eliminada”.

Ainda assim, a jornalista teve direito a um outro tipo de homenagem do apresentador, doze horas depois, na noite de sábado – o “discurso da desclassificação”, que mereceu por ter dado dois tapas na cara de Renan. 
 
Aos espectadores indignados com as atitudes de Ana Paula no programa, Bial foi logo dizendo: “O ‘BBB’ não é necessariamente vitrine de virtudes nem de vícios. Tantas vezes desrespeitosa e desequilibrada, Ana Paula não é um exemplo, mas merece toda compaixão e nos inspira à reflexão”.
 
Compaixão? O apresentador tentou explicar, em chave poética, como gosta. Primeiro, reconheceu: “Você passou do ponto, passou muito do ponto”. Mas teve um mérito, disse: “Você engrandeceu o jogo ao relativizar falsos bem e mal absolutos.”
 
Talvez no melhor trecho do discurso, Bial observou: “Não teve medo de ser odiada como vilã e foi amada como anti-heroína”. E corretamente lembrou: “Mesmo na hora da briga, não perdia o humor. Pois enxerga o ridículo de nossas paixões e tem a grande virtude de saber rir de si mesma”.
 
Por fim, meio psicólogo, Bial perguntou: “Você, criança perversa ou criança perdida? A um só tempo mimada e carente.” E justificou a desclassificação como um gesto de carinho paternal do programa: “O ‘BBB’ te deu limite, uma forma muito generosa de amar”.

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