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Na escala de valores do "BBB", desistir é mais grave do que ser expulso

Reprodução /TV Globo
8.mar.2016 - Ana Paula, que foi expulsa, e Alan, desistente do "BBB16" Imagem: Reprodução /TV Globo

Mauricio Stycer

Colunista do UOL

09/03/2016 05h01

O que é mais grave, ser expulso depois de agredir um participante ou desistir do programa ao saber que o pai está muito doente? Na visão de Boninho, o pecado de Ana Paula é mais leve que o de Alan. 

Ao menos, foi esta a ideia que o diretor da Globo quis passar para o público nesta terça-feira (08). A vinheta do “BBB16”, da qual o filósofo foi excluído assim que pediu para sair, manteve a jornalista mineira como uma de suas atrações, como faz com os eliminados nas votações.
 
É uma mensagem bem peculiar esta, a que pune um participante que se viu obrigado, por razões superiores, a deixar o programa e não condena quem quebrou a regra mais importante do reality show, a que proíbe agressão física.
 
Boninho já tinha dado uma boa ideia do que pensa dos desistentes no ano passado, depois que Tamires pediu para sair do “BBB15” no meio do caminho. Em áudio que vazou após a saída da candidata, o chefão do programa discursou:
 
“Quem sai é desistente, é perdedor. Quem é eliminado, lutou até o final com louvor, lutou com sua alma. Quem perde é quem desiste, quem é fraco. Então, o jogo continua. Quem quiser sair é super simples, é fácil, é só botar a malinha lá e vocês entram no confessionário e PUM, sumiu da nossa vida, sumiu da nossa história, morreu pra gente. E se vocês quiserem, morreu pra vocês também e eu acho que vocês devem acabar de enterrar este eliminado, esta pessoa que se auto-eliminou, que suicidou, ou que foi embora para o espaço”
 
O “BBB” é só um jogo, mas muita gente o enxerga como um espelho do mundo real. Para esses, a lição deixada por esta história da vinheta não é das mais saudáveis.

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