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Especial BBB17

Ana Paula Renault

"BBB17" engole participantes; Cadê fôlego para chegar até a final?

Divulgação/Globo
Emilly e Marcos se beijam em noite de paredão Imagem: Divulgação/Globo
Ana Paula Renault

Ana Paula Renault

Mineira, nascida e criada em Belo Horizonte desde 1981. Filha de Deus e do meu pai, jornalista e ex-BBB formada. Pós-graduada duas vezes pela Fundação Dom Cabral e também pela vida. Participações em programas de televisão e até ponta em novela, figura constante em sites de fofocas e na boca do povo. Bon vivant, agora colunista do UOL e recebendo por isso.

Especial para o UOL

22/02/2017 08h31

O "BBB17" completou 1 mês nessa terça-feira, 21 de fevereiro, e para ‘comemorar’ a data foi noite de eliminação com paredão triplo, que mais parecia duplo. Enfrentaram-se Vivian, Manoel e Emily, deixando de lado a miss e culminando na já esperada eliminação do gêmeo de Tonho da Lua.

Essa foi a resposta do público que escolheu o casal Dolly, ou Mally, ou melhor, Doc Marcos e Emilly como preferidos e personagens mais comentados nas redes sociais. Despertando a simpatia de muitos e o desespero de outros, o casal segue junto nessa corrida pelo grande prêmio.

E o que dizer dessa corrida maluca? Primeiro, que está mais para leviana do que emocionante; segundo, que os participantes parecem mais peças do que jogadores. Nessa 17ª edição, o programa engoliu os moradores que esqueceram o proposto quando entraram na casa: viver.

É claro que o "Big Brother", além de um programa de entretenimento, também é um jogo, com regras claras, deveres, direitos, grupos e prêmio para o último sobrevivente. Vejo os brothers até se mobilizando para salvar a própria pele, mas falta algo mais, mais entrosamento, mais diversão, mais espontaneidade, mais audiência.

Você lê um livro até o fim pelo envolvimento, afinidade, para saber o que o desfecho lhe reserva. Esse livro da Rede Globo tem até um prêmio interessante ao final, mas que não está reservado a você. A você resta um entretenimento com um formato já desgastado e com participantes que já leram e releram esse livro.

Por falar em formato, não podemos deixar de mencionar Tiago Leifert, o novo apresentador que vem agradando os jovens, os mais antenados no mundo digital e que surpreendeu positivamente boa parte dos telespectadores. ‘Ti’, apelido que substituiu o já consagrado ‘Bial’, imprimiu a sua personalidade no programa. Os romanceados e enigmáticos discursos deram lugar a uma eliminação com dicas e mais interferências externas. Seria uma tática para movimentar o jogo morno ou uma tentativa de inovação da produção?

As informações privilegiadas surtem em cada morador um efeito. Estariam essas notícias do mundo aqui fora interferindo negativamente no jogo? Vejo muita preocupação com a vida além dos muros da ‘Villa BBB’. É claro que o jogo externo é importante, mas o interno, definitivamente, mais emocionante.

A edição tira leite de pedra para tornar o "BBB17" atrativo. Cortaram a infame Família Silva – saudade TV Colosso - e permanece o quadro #BBBSemModeração. O problema não é Rafael Cortez, mas sua falta de entusiasmo na apresentação. Rafael, eu te compreendo, contudo vamos pensar no holerite no final do mês e reformular isso daí. Obrigada, volte sempre.

Esse ‘Jogo da Vida’ parece não ter engrenado. Todos sabem o que fazer e ditam suas regras, julgam, se julgam, podam e são podados. Eu quero mais liberdade de expressão para esses participantes e, também, para nós jogadores da realidade.

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