Especial BBB17

Ana Paula Renault

Credibilidade à prova: "BBB17" menospreza público e vira o mico do ano

Paulo Belote/Divulgação/TV Globo
No lado "mexicano" da casa, Emilly descobre que não foi eliminada do "BBB17" Imagem: Paulo Belote/Divulgação/TV Globo
Ana Paula Renault

Ana Paula Renault

Mineira, nascida e criada em Belo Horizonte desde 1981. Filha de Deus e do meu pai, jornalista e ex-BBB formada. Pós-graduada duas vezes pela Fundação Dom Cabral e também pela vida. Participações em programas de televisão e até ponta em novela, figura constante em sites de fofocas e na boca do povo. Bon vivant, agora colunista do UOL e recebendo por isso.

Especial para o UOL

07/03/2017 16h39

Quem aí ficou ansioso quando o Tiago Leifert anunciou uma grande mudança no "BBB17"? Muitas hipóteses passaram pela minha cabeça: Casa de Vidro, novos participantes, ex-BBBs e até o cancelamento dessa edição! Siiiiiiiiim!!! Fiquei especulando mil coisas, mas quando a razão deixou a emoção um pouco de lado, vi que essas opções eram praticamente impossíveis pelo andamento da edição, e logo na sequência, Tiago anunciou ‘o muro’. 

Esse muro não é novidade para nenhum telespectador de "Big Brother Brasil", e surpresa também não foi – a votação na Emilly para a falsa eliminação junto com a escolha dos seus ‘amigos’ para dividir o lado mexicano da casa. É... Parece que a magnífica reviravolta prometida pelo apresentador flopou, indo ao encontro dessa 17ª edição. 
 
Inegável é dizer que pelo menos nas redes sociais houve um "rebuliçozinho"... E muitas comparações com a colunista aqui que vos escreve. Ah! Para, ow!!! Comparar a minha eliminação falsa com a da Emília não dá não! No "BBB Raiz" o público decidiu em um paredão falso qual brother ganharia o presente. No "BBB Creme de Avelã" – nem ouso escrever Nutella, porque foi tudo meio genérico, meio similar sem identidade – a participante foi votada pelas mesmas pessoas que a colocaram no paredão um dia antes. Muita emoção envolvida, só que não.
 
Paulo Belote/Divulgação/TV Globo
Marcos, Ilmar e Daniel chegam ao lado "mexicano" do "BBB17" Imagem: Paulo Belote/Divulgação/TV Globo
A decisão da produção em movimentar essa edição e tentar ressuscitá-la é digna e louvável, mas simular uma falsa eliminação (quanta criatividade), colocar um muro inspirado em Donald Trump e esperar que o programa saia da UTI é o mesmo que colocar a conta do muro no México, nesse caso, na conta do público. 
 
Reprodução/TVGlobo
Rômulo tentando ver o lado "mexicano" Imagem: Reprodução/TVGlobo
Um muro com remendos e buracos pelos quais Rômulo, diplomata ditador de regras e comportamento, estabelecido no lado opressor da casa, Estados Unidos, foi espiar e acabou por enterrar a mínima dúvida sobre o paradeiro de Emilly. Mister Rômulo desvendou, em poucas horas, o "algo grandioso" que o "Grande Irmão" preparou para nos entreter e dar vida à casa.
 
A tentativa resultou em um mico estratosférico, onde a credibilidade do programa foi colocada à prova e também a nossa inteligência. Acredito sim, que o "BBB" seja idôneo, que as votações sejam verídicas, mas acredito também na manipulação por parte das edições e contextos, que favorecem – e desfavorecem – determinados participantes. 
 
Não acredito que a produção quis criar, recriar ou fazer alusão à Ana Paula, a produção quis foi movimentar esse jogo sem graça e sem um enredo que nos envolva, sem história para desenrolar, sem participantes para amar e motivos para torcer. 
 
Pula para o 18, porque esse "BBB17" já não deu o que tinha que dar. 

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Ana Paula
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Ana Paula

Parece que o jogo virou, não é meixmo? Jogo da discórdia x Mr. Edição

Tiago Leifert já nos havia prometido um grande twist para essa 17ª edição do "BBB", mas a promessa, além de não cumprida, foi decepcionante. O falso paredão de Emilly foi uma verdadeira trapalhada. Em contrapartida, o jogo da discórdia desta segunda-feira (3), cumpriu a esperada movimentação do programa.   Vamos aos fatos. Foi anunciado que ex participantes fariam parte do episódio fazendo perguntas aos brothers. No início, achei que o joquinho não fosse engrenar. O primeiro a perguntar foi Daniel, tentando abrir os olhos do Marcos sobre o porquê de Emília não o ter protegido quando podia. Seria o início da ruína do romance mais fofinho do Brasil? Não. Marcos não captou a maldade e sua resposta foi sonolenta. Quédi fogo no parquinho?    $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2017/meme-emilly-1491341528127.vm')As coisas só começaram a esquentar lá pela terceira pergunta, de Pedro para Ilmar; sobre quem? Emília, é claro. Foi quando Leifert sentiu a perda do controle da situação: Ilmar sendo interrompido pelo casal, direito de réplica e tréplica, conversas paralelas e por aí vai. O incêndio teve o seu ápice quando Marcos, novamente, falou que a polícia esteve no "BBB" à caça de Ilmar, pelo não pagamento de pensão alimentícia. O circo, que já estava armado, se transformou no ‘Casos de Família’ do SBT, onde estaria melhor conduzido nas mãos de Christina Rocha, já escolada nesses tipos de discussões e professora na arte de conter barracos – ou transformá-los na Rocinha inteira.    Meu espanto se deu ao churrasco que fizeram do casalzinho durante o programa. Nesses mais de 2 meses, a edição protegeu Falsemilly e Machista Harter de suas próprias personalidades e atuações, agora, faltando apenas 10 dias para o "BBB17" acabar, resolveu também acabar com o favoritismo dos dois? Mr. Edição, o público do sofá deve ter ficado bastante confuso... Como duas pessoas podem ter mudado tanto assim? Só sei que alguns participantes puderam ir à forra com essa lavação de roupa suja, só não sei se os telespectadores conseguiram entender o que realmente se passa nessa mansão não tão divertida.   $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2017/meme-marcos-1491341553671.vm')A jogada da produção, nessa reta final, de expor o casal e as verdadeiras faces dos jogadores, com certeza chamou a atenção e levou ar ao já desfalecido "BBB". O problema se dá como todo o programa veio se desenvolvendo e a ruptura inesperada com a edição, com a seleção do conteúdo que nos foi transmitida nesses 71 dias.   Eu entendo a mecânica dos programas de entretenimento, entendo também a mecânica de um reality show – fui peça de um –, só quero entender como será a resposta do público frente à surpresa que foi esse dia 3 de abril, dia também da estreia de "Dancing Brasil", já que segunda, tem Xuxa na Record. 

Ana Paula
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