Especial BBB17

Ana Paula Renault

"BBB17" e suas torcidas: Um reflexo da sociedade?

Paulo Belote/Divulgação/TV Globo
Imagem: Paulo Belote/Divulgação/TV Globo
Ana Paula Renault

Ana Paula Renault

Mineira, nascida e criada em Belo Horizonte desde 1981. Filha de Deus e do meu pai, jornalista e ex-BBB formada. Pós-graduada duas vezes pela Fundação Dom Cabral e também pela vida. Participações em programas de televisão e até ponta em novela, figura constante em sites de fofocas e na boca do povo. Bon vivant, agora colunista do UOL e recebendo por isso.

Especial para o UOL

29/03/2017 04h00

"BBB17" na reta final (Oh Glória! rsrs) e eu aqui, mais uma vez, escrevendo sobre o que de mais interessante acontece nesse mundo das câmeras ligadas 24 horas. Pois muito bem, através dessas lentes não encontrei muita coisa para falar a respeito não, em contrapartida, aqui fora, o movimento é outro.

Enquanto os participantes dessa enfadonha edição comem e dormem, as torcidas ficam cada vez mais alvoroçadas – para não dizer algo que não consiga comprovar sem um atestado psiquiátrico. O que mais vemos nas redes sociais são insultos, ofensas, palavrões e até ameaças àqueles que elegeram diferentes "brothers" para torcer.

Há algum tempo, uma jornalista de um importante veículo de comunicação me ligou para uma pauta e logo depois conversamos sobre o comportamento dessas torcidas, que estava cada vez mais violento. Ela ressaltou o receio e o medo dos familiares e amigos de TODOS os BBBs confinados.

É isso mesmo. Nunca se viu tamanho desrespeito nas mídias sociais como nessa 17a edição. Será que os espectadores resolveram protagonizar um programa sem muito o que assistir? O que mais vemos são ataques pessoais e não a demonstração de apoio aos ‘favs’. Procuro a razão da existência de torcidas tão rivais – já que na casa tudo é velado e não existe uma verdadeira exposição e cisão dos desafetos que sempre estão a se falar –, mas só encontro brigas gratuitas e uma mútua desmoralização, sem ao menos exaltar o porquê da torcida.

Nenhum dos participantes me despertou a vontade de assisti-lo e torcer a seu favor, nenhum deles me representa ou me traz empatia. Não daria R$ 1,5 milhão a ninguém ali, acumularia para o próximo programa ou doava para o Criança Esperança por motivo de: Não cumpriram o requisito.

Foram expostas 17 pessoas para cativarem cada uma o seu público, criarem um enredo e nos entreter. Nada mais natural que ocorressem divergências de opinião. O que não vale é insultar aquele que não elegeu o mesmo participante que você, entendeu? Existe uma "coisa" chamada liberdade de expressão e outra denominada respeito, geralmente intimamente interligadas.

O "Big Brother Brasil" não é referência em comportamento e caráter, não é um programa educativo, mas infelizmente escancara algumas nuances do nosso dia a dia. Ter em um mesmo lugar pessoas de diversas partes do Brasil, com diferentes idades e formações, classes sociais distintas e apenas um objetivo em comum me faz refletir.

Como é no seu trabalho, escola, condomínio, reality show, torcida? Objetivo todo mundo tem – se você não tem repense a sua estadia nesse planeta. A questão é como cada um lida para alcançá-lo, como cada um se relaciona com o próximo. Pressão todo mundo tem, seja em um reality show ou na vida cotidiana.

Eu quero é saber até onde você vai para alcançar o seu objetivo. 

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Parece que o jogo virou, não é meixmo? Jogo da discórdia x Mr. Edição

Tiago Leifert já nos havia prometido um grande twist para essa 17ª edição do "BBB", mas a promessa, além de não cumprida, foi decepcionante. O falso paredão de Emilly foi uma verdadeira trapalhada. Em contrapartida, o jogo da discórdia desta segunda-feira (3), cumpriu a esperada movimentação do programa.   Vamos aos fatos. Foi anunciado que ex participantes fariam parte do episódio fazendo perguntas aos brothers. No início, achei que o joquinho não fosse engrenar. O primeiro a perguntar foi Daniel, tentando abrir os olhos do Marcos sobre o porquê de Emília não o ter protegido quando podia. Seria o início da ruína do romance mais fofinho do Brasil? Não. Marcos não captou a maldade e sua resposta foi sonolenta. Quédi fogo no parquinho?    $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2017/meme-emilly-1491341528127.vm')As coisas só começaram a esquentar lá pela terceira pergunta, de Pedro para Ilmar; sobre quem? Emília, é claro. Foi quando Leifert sentiu a perda do controle da situação: Ilmar sendo interrompido pelo casal, direito de réplica e tréplica, conversas paralelas e por aí vai. O incêndio teve o seu ápice quando Marcos, novamente, falou que a polícia esteve no "BBB" à caça de Ilmar, pelo não pagamento de pensão alimentícia. O circo, que já estava armado, se transformou no ‘Casos de Família’ do SBT, onde estaria melhor conduzido nas mãos de Christina Rocha, já escolada nesses tipos de discussões e professora na arte de conter barracos – ou transformá-los na Rocinha inteira.    Meu espanto se deu ao churrasco que fizeram do casalzinho durante o programa. Nesses mais de 2 meses, a edição protegeu Falsemilly e Machista Harter de suas próprias personalidades e atuações, agora, faltando apenas 10 dias para o "BBB17" acabar, resolveu também acabar com o favoritismo dos dois? Mr. Edição, o público do sofá deve ter ficado bastante confuso... Como duas pessoas podem ter mudado tanto assim? Só sei que alguns participantes puderam ir à forra com essa lavação de roupa suja, só não sei se os telespectadores conseguiram entender o que realmente se passa nessa mansão não tão divertida.   $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2017/meme-marcos-1491341553671.vm')A jogada da produção, nessa reta final, de expor o casal e as verdadeiras faces dos jogadores, com certeza chamou a atenção e levou ar ao já desfalecido "BBB". O problema se dá como todo o programa veio se desenvolvendo e a ruptura inesperada com a edição, com a seleção do conteúdo que nos foi transmitida nesses 71 dias.   Eu entendo a mecânica dos programas de entretenimento, entendo também a mecânica de um reality show – fui peça de um –, só quero entender como será a resposta do público frente à surpresa que foi esse dia 3 de abril, dia também da estreia de "Dancing Brasil", já que segunda, tem Xuxa na Record. 

Ana Paula
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