Especial BBB17

Chico Barney

Marcos, Emilly e o público: um triângulo amoroso no "BBB"

Paulo Belote/Globo/Divulgação
Não-casal, Marcos e Emilly são os grandes protagonistas do "BBB17" Imagem: Paulo Belote/Globo/Divulgação
Reprodução
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Especial para o UOL

14/02/2017 09h59

Hoje é Dia de São Valentim, uma espécie de Dia dos Namorados em países que exibem o "Big Brother" há mais tempo que o Brasil.

O programa já uniu alguns dos mais célebres casais da nossa cultura popular: Manu & Thyrso, Sabrina & Dhomini, Maria & MauMau, Alemão & Siri & Fani… A lista é longa e muitas vezes dolorosa.

Mas a corrente edição tem deixado a desejar no referido quesito. O tomate que costumo comprar na feirinha orgânica aqui perto de casa possui mais química do que a maioria dos pretensos casais do "BBB17".

É bem verdade que alguns enlaces ocorreram. Como esquecer dos saudosos Mayara & Antônio, trocando juras de amor eterno após 12h de confinamento? Era o único casal que parecia ter algum potencial para o entretenimento televisivo.

Enquanto isso, Vivian & Manoel estão construindo o relacionamento menos tórrido da história dos "BBBs". O Daniel do "BBB11" e aquele coqueiro pareciam se divertir mais juntos.

E por falta de história melhor, temos como grandes protagonistas um não-casal: Emilly & Marcos. De tanto enrolar o nobre doutor, a gêmea dos oclinhos acabou deixando que ele virasse o interesse romântico oficial do público feminino do "BBB".

Marcos agora é o alvo do amor platônico mais rentável da TV. Uma larga fatia da audiência do programa enxerga Emilly como “a outra” e segura a respiração toda vez que parece surgir alguma brecha para o amor entre os dois.

Com o florescer da paixão por parte das telespectadoras, todas as incongruências de uma pessoa com 20 anos de idade se tornam maquinações diabólicas. Aos olhos apaixonados, Emilly virou o mal encarnado.

Já Marcos é o Christian Grey que apanha: bem-sucedido e boa pinta, é perseguido pelos colegas de confinamento e rejeitado pela mulher que corteja. Me parece até mais masoquista que o personagem do livro.

As fãs do cirurgião passaram a noite em claro esperando Marcos “voltar pra casa”. Ele e Emilly viraram a madrugada conversando sobre algumas das questões menos interessantes do universo. Só o amor explica como tanta gente ficou acordada assistindo.

O triângulo amoroso promete um desfecho trágico para a jovem gaudéria e a glória para Marcos: sairá nos braços do povo, sua amante mais fiel.
 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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