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Especial BBB17

Chico Barney

Marcos está com inveja do sucesso de Emilly?

Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Especial para o UOL

28/03/2017 11h59

Os comerciais de TV tentam nos convencer que este é o “Brasil de Temer”, mas a verdade é que o país já pertence a outra pessoa: Emilly, a millennial certa na hora certa.

Leia a seguir como ficou a cotação dos brothers depois de mais uma vitória do trio parada triste.

Divulgação/Globo e Arte/UOL
Imagem: Divulgação/Globo e Arte/UOL


O time adversário teve tempo suficiente para se acostumar com a ideia de que Emilly é o grande blockbuster da temporada. Com a reta final chegando, a situação começa a ficar mais clara também para seus aliados.

O Cirurgião Plástico de Homens e de Almas é o grande parceiro de Emilly - e também o seu maior rival no jogo da popularidade do "BBB17". E já faz algumas semanas que ele não consegue disfarçar o incômodo ao vê-la retornar de todos os paredões.

A viuvez cenográfica faria muito bem para a estratégia de Marcos. Mas como médico absolutamente brilhante que aparenta ser, já deve ter percebido que a expectativa de vida das mulheres está bem mais otimista no programa deste ano.

Divulgação/Globo e Arte/UOL
Imagem: Divulgação/Globo e Arte/UOL


Vivian tem tudo para ser nossa ex-BBB preferida dessa edição, mas aparentemente perdeu o bonde da história para brilhar dentro da casa. Já começo a achar que seria mais vantagem assisti-la no Instagram conhecendo shoppings do interior do Brasil e fazendo muito mais stories do que a conturbada rotina de trabalhador nos permite acompanhar.

Divulgação/Globo e Arte/UOL
Imagem: Divulgação/Globo e Arte/UOL


Vovó Urach merece um bônus por ter chamado Emilly na chincha logo depois da formação do paredão no domingo. Falou de maneira clara e cristalina tudo o que está engasgado na garganta da vasta minoria do público.

Divulgação/Globo e Arte/UOL
Imagem: Divulgação/Globo e Arte/UOL


O labrador comunista de Marcos e Emilly conquistou com muita fibra a liderança e ainda conseguiu mandar Daniel para fora da casa com um motivo consistente.

Anda tão difícil encontrar nomes fortes na esquerda que Ilmar já começa a ser ventilado como uma possibilidade para a chapa de Lula em 2018.

 


Divulgação/Globo e Arte/UOL
Imagem: Divulgação/Globo e Arte/UOL


O autor inglês Charles Dickens escreveu sobre a passagem de Emilly pelo "BBB" na abertura do clássico “Um Conto de Duas Cidades”:

"Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da luz, a estação das trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o paraíso, íamos todos direto no sentido contrário".

Há quem acredite que a salvação do mundo passa pela vitória de Emilly. Também tem os que empunham cartazes garantindo que a ascensão da gêmea do capeta é um sinal indiscutível de algum apocalipse moral.

As opiniões sobre Emilly são sempre superlativas, assim como tem sido sua performance sobre os adversários em paredões.

Divulgação/Globo e Arte/UOL
Imagem: Divulgação/Globo e Arte/UOL

Depois de amargar semanas de resoluta apatia, Marinalva tomou uma atitude que poderia ter marcado nossas vidas. Cheguei a rascunhar uma reportagem chamada “O chibaba que abalou o país”.

Mas nada de bom aconteceu depois do divertido momento de desinteligência dela com Emilly. Logo o conflito foi apaziguado e Marinalva voltou para o vaso.

Divulgação/Globo e Arte/UOL
Imagem: Divulgação/Globo e Arte/UOL


Leifert continua fazendo o possível. O discurso sobre não haver mais espaço para coadjuvantes foi ótimo. O problema é que não acredito que haja tempo hábil para alguém roubar o protagonismo da Emilly.

Inclusive vale chamar a atenção para um dado estatístico: até o momento, citei o nome de Emilly 12 vezes nesse texto. Bom, agora foram 13. E ainda nem acabou. É impossível contar a história do "BBB17" sem citá-la de maneira quase obsessiva, pois é a única coisa que acontece lá dentro.

Divulgação/Globo e Arte/UOL
Imagem: Divulgação/Globo e Arte/UOL


O prezado telespectador é muito importante no começo do programa, quando dita as regras sobre qual será a temática da temporada. Depois que entramos em velocidade de cruzeiro, as escolhas passam a ser quase procedimentais. A história segue seu rumo sem maiores turbulências.

Arquivo pessoal e Arte/UOL
Imagem: Arquivo pessoal e Arte/UOL


Desde muito jovem carrego comigo um dom para descobrir com ampla antecedência quem seriam os vencedores das mais variadas disputas televisivas. Nunca errei qual prêmio sairia logo que Yudi Tamashiro fizesse girar a roda do Bom Dia & Cia.

Com o advento dos reality shows, meus poderes sensitivos se conectaram de maneira sublime ao zeitgeist. Pude prever as vitórias acachapantes de eminências como Bárbara Evans, DH, Cézar Lima e Juliana Dias, só para ficar em exemplos mais recentes de campeões na "Fazenda" e no "BBB".

Para a alegria de certos comentaristas desta coluna que usam avatar da She-Ra, aparentemente errei minha previsão deste ano.
 


Mas confesso que prefiro passar pela vergonha da derrota do que procurar mais alguma receita de guacamole para publicar por aqui, como forma de preencher o espaço que Daniel jamais ousou ocupar no programa.

Encerro fazendo uma recomendação: escreva nos comentários quanto você acha que cada participante merecia na cotação desta semana. As justificativas mais interessantes serão publicadas em uma vindoura edição desta coluna.

Quanto a mim, aproveito para revelar que a contagem de citações a Emilly travou em 13 mesmo. Bom, agora foram 14. Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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