Especial BBB17

Mauricio Stycer

Por que a provocadora Elis não deveria deixar o "BBB17"

Reprodução/TV Globo
Indicada ao paredão pelos líderes, Elis disputará com Ilmar e Daniel Imagem: Reprodução/TV Globo
Maurício Stycer

Maurício Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

Muita gente defende que programas de TV baseados em confinamento, como o “BBB”, são um tipo de “experimento social” – uma oportunidade de analisar o comportamento do ser humano quando submetido a determinadas situações.

Para mim, o “BBB” é apenas fonte de entretenimento. Mas vou raciocinar imaginando que também pode servir para conhecer melhor as pessoas. 
 
Primeiro, é preciso reconhecer que este experimento é comandado de fora, por quem dirige, edita e apresenta o programa. Estas pessoas provocam as situações que vão levar os participantes a agir e interagir, bem como ajudar o espectador a acompanhar e entender melhor a experiência.
 
Os candidatos seriam as cobaias que se submetem à experiência. Eles reagem às provocações apresentadas (provas variadas, restrições, regras etc) e desenvolvem estratégias pessoais para lidar com as situações e alcançar os seus objetivos (basicamente, ganhar dinheiro e ficar famoso).
 
Acreditando nisso tudo, Elis é uma candidata original, que subverte um pouco este modelo. Desde o início do jogo (ou do experimento), ela tem adotado uma atitude muito ativa, provocando ela própria inúmeras situações.
 
Sempre com um sorriso irônico no rosto, ela diz “verdades”, mente abertamente, joga verde, planta ideias, articula e confunde. Não é uma “agente do caos”, como insiste em chamar Tiago Leifert. É uma provocadora, disposta a subverter o ritmo imposto de fora.
 
Sem preocupação alguma com o que vão pensar dela, a candidata parece estar sempre testando os seus companheiros de jogo, querendo saber até que ponto pode confiar neles, ou o quanto são sinceros. 
 
Em vários momentos, Elis recorre a armas parecidas às utilizadas pelos que controlam o experimento. A candidata tem praticado o “jogo da discórdia”, por exemplo, a seu bel prazer, longe do controle de Leifert ou de Mr. Edição. 
 
Se eu acreditasse em conspirações, eu diria que Elis foi infiltrada na casa com o objetivo de criar situações programadas pela equipe externa. Como não acredito nisso, acho que ela é uma rival de Leifert e Mr. Edição. Elis leva a experiência para os lugares que ela quer – e não para onde os reais comandantes querem. 
 
Por tudo isso, acho que Elis é a participante mais original do “BBB17” e será uma pena se deixar o programa nesta terça-feira (28).

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