Especial BBB17

Mauricio Stycer

Leifert influencia o jogo com opiniões para o público e dicas aos brothers

Paulo Belote/Divulgaçăo/TV Globo
Tiago Leifert no telăo do "BBB17" Imagem: Paulo Belote/Divulgaçăo/TV Globo
Mauricio StycerMaurício Stycer

Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

13/02/2017 04h01

Na aparência, Tiago Leifert parece conduzir o “BBB” de um jeito muito mais simpático, suave e didático do que Pedro Bial. No conteúdo, porém, o novo apresentador mantém a tradição de violar duas regras do confinamento – dá muitas dicas aos participantes e influencia o público com suas opiniões.

Neste domingo (12), por exemplo, assim que o Big Fone tocou, e Pedro recebeu a missão de indicar alguém para o paredão, Leifert surgiu e disse: 
 
“Muito interessante o que aconteceu porque o Pedro, até agora, tem sido um atirador de elite, um sniper. Ele vai, fala um negocinho aqui e sai. Joga uma coisinha ali e sai. Agora vai ter que se comprometer. O Daniel também. Tava muito em cima do muro e é o líder da semana. Vai ter que se comprometer.”
 
Com poucas frases, o apresentador fez críticas ao comportamento de Pedro e Daniel – sugeriu que ambos estão fugindo do envolvimento com o jogo. Só faltou chamá-los de “plantas”.
 
Leifert também transmite ao público, em casa, seus sentimentos de simpatia por alguns candidatos. Na quinta, ele disse: “E o Marcos tá carente. Ele tá precisando muito beijar alguém. Será que agora vai?” Mr. Edição mostrou então Emily falando para Elis: “O Marcos não cansa de tentar”. Seguem imagens dele sendo rejeitado. “Tô um cachorro de procissão, só levando chute”. Volta para o apresentador, que fala conosco: “Coitadinho do doc. Ele tem espírito esportivo.”
 
Mr. Edição mostrou Daniel dizendo para Roberta e Elis: “Não vim aqui para pegar ninguém. Se tiver que pegar, vou pegar lá fora”. Uma música realçou a decepção do olhar de Roberta. E Leifert explicou, rindo: “Temos, então, o primeiro toco da noite. Foi de um jogador de basquete na Roberta”.
 
Esta cena serviu também para o apresentador pressionar Emilly. “Vamos conversar sobre basquete. Gosto muito de basquete. Dan, o toco era um fundamento importante pra você no basquete?”, questionou Leifert, sem que todos entendessem. E continuou: “É difícil... Mas tem jogadora baixinha que sai distribuindo... Impressionante a estatística. Como foi a festa ontem, doutor Marcos?” Assistimos, então, Emily, envergonhada, colocar o rosto entre as mãos.
 
Na sexta-feira, Leifert voltou a assunto. Primeiro, fez uma brincadeira simpática com Emily. Disse que iria ocorrer um show com uma dupla sertaneja, “Henrique e sei lá o quê”. Foi uma brincadeira com a menina, que já namorou o cantor. “Yes! Eu estava esperando este momento. É mentira. Eu estava há semanas esperando pra dar essa trolada”. E ainda orientou o público: “É que ela namorou um cantor sertanejo dessa dupla e o Marcos tem um pouco de ciúme disso. Então, aproveitei pra trolar”. 
 
Em outra mensagem, aparentemente enigmática, disse na quinta-feira: “Às vezes eu vejo vocês conversando... Esse negócio de liderança é meio paradoxal, não sei... Só que tá ficando cada vez mais importante, né? O tempo vai passando, vale uma imunidadezinha”. Quase ninguém entendeu. Mas foi um recado direto para Marcos, que em conversa com Rômulo e Ieda havia levantado a questão de que ser líder não é necessariamente positivo. “É paradoxal”, ele disse.
 
Outra dica não muito sutil, dada na sexta-feira. Uma cena mostrou Roberta chorando, de forma teatral, ao falar da vontade de comer o feijão e a farofa que Ieda estava preparando. Leifert, então, a questionou sobre isso. “A gente achou muito engraçado”, ele disse, estimulando o comportamento da candidata.
 
Enfim, fazendo estes comentários rápidos, Leifert dá informações aos brothers e, de alguma maneira, influencia o juízo do público – tal como Bial sempre fez no programa.

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