Especial BBB17

Edredom, eliminação, champanhe (e zero reais): como foi ser BBB por um dia

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

25/01/2017 04h00

Ficar confinada numa casa repleta de câmeras por três meses com completos desconhecidos? Nem por R$ 1,5 milhão! Tímida que sou, já tinha descartado o rótulo de ex-BBB dos títulos a conquistar nessa encarnação, mas se é para o bem da reportagem (e por apenas algumas horinhas), posso abrir uma exceção. Dias antes da estreia do reality, acompanhada de mais 19 colegas, entre jornalistas e influenciadores digitais, pisei no famoso gramado e fui recebida por Boninho. Os gritos de "uhu" foram acompanhados por gente ajoelhada e beijando o chão, numa clara referência aos exageros dos participantes que hoje fazem parte do folclore do programa.

Divulgação/TV Globo
Atendendo o Big Fone no "BBB Experience" Imagem: Divulgação/TV Globo

Logo estávamos liberados para explorar o espaço - sem celulares, gravadores, relógios e outros aparatos eletrônicos, apenas com um bloquinho e uma caneta disponibilizados pela Globo para vivenciarmos a "experiência" de um brother ou sister. Hora de conferir a residência por dentro, abrir portas de armários e gavetas, descobrir que um dos quartos - o azul - tem um box com chuveiro lá dentro e que a despensa tem camisinhas, repelente, protetor solar e artigos de higiene em geral. Decepções: dar de cara com o confessionário trancado, assim como o quarto do líder e uma porta no segundo andar.

O pouco tempo que ficamos lá não foi o suficiente para esquecermos das câmeras - que existem até dentro dos banheiros. Fazer xixi lá dentro, nem pensar! Uma colega não aguentou esperar e, mesmo com a toalha na cabeça, jurou que pagou cofrinho. Imagina em rede nacional! 

É bem verdade que os espelhos da casa dão uma disfarçada e não dá para pensar que cada movimento lá dentro é registrado - na edição deste texto, pude deixar de fora os registros que não eram, digamos, tão favoráveis. Mas no pay per view não dá para voltar atrás... Quanta coisa você já falou ou fez achando que ninguém estava vendo? Expor-se ou não foi assunto lá dentro, claro. Se vale a pena os três meses de "férias" - com academia, piscina, hidromassagem e outros mimos? Não houve consenso.

Abri mão de pular na piscina por motivos óbvios, mas os mais corajosos não só aproveitaram como trocaram de roupa embaixo do edredom - um clássico! Só soube depois que sim, rolaram nudes (por alguns segundos). Na cozinha, a mesa repleta de sanduíches, doces, sucos e refrigerantes (sem marcas aparentes) era uma tentação. Depois do primeiro brinde do dia, era hora da primeira sabatina: todos reunidos na sala para "se conhecer" melhor. 

Cada um dizia um defeito, uma qualidade, o signo... Isso é lá jeito de decidir se conhece alguém? Ter que decidir eliminar alguém em tão pouco tempo deve ser mesmo difícil, e por isso me surpreendi tanto como as duplas de gêmeos que entraram na casa nesta segunda eram capazes de usar tantos adjetivos para classificarem uns aos outros.

Mas a hora mais legal do dia foi mesmo a uma prova preparada pela equipe no jardim enquanto confraternizávamos na sala. Na hora de nos dividirmos em grupos, o meu tinha seis integrantes, enquanto outro tinha quatro. Mas ninguém queria abrir mão dos colegas, com quem tinham "afinidade"... A solução foi o zerinho ou um, mas fomos impedidos pelo diretor-geral do programa, Rodrigo Dourado. "Isso aqui é 'BBB'", sentenciou. Entendemos que era hora de eliminar alguém, angústia que durou alguns segundos até uma voluntária mudar de lado.

Lá fora, encontramos uma piscina de bolinhas, onde estavam escondidas placas com os rostos de ex-BBBs. Cada grupo deveria identificar a que edição os personagens pertenciam. Se fosse prova da comida, meu time passaria a semana comendo goiabada, apesar de todos os esforços do colega esbaforido que corria para nos entregar as placas. Nossa memória até que foi boa, mas outra equipe completou a tarefa primeiro e levou para casa os troféus, entregues pelo novo apresentador, Tiago Leifert, e por Dourado.

Depois de mais um brinde - agora com champanhe -, a dupla contou algumas (não todas) novidades do programa. E aí a surpresa: o confessionário estava liberado por alguns segundos para cada visitante. O quarto do líder, no entanto, continuou sendo proibido - só mesmo pela TV. Para compensar, uma foto atendendo ao "Big Fone": quase deu para ouvir a voz dizendo que era hora de ir embora. Fiquei feliz de não ter dependido dos votos do Brasil para ficar e, mesmo com zero reais no bolso, preferi voltar para a vida aqui fora.

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