Especial BBB18

Chico Barney

Gleici e Kaysar disputam o posto de mais sofrido

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Kaysar e Gleici conversam sobre votação da semana Imagem: Reprodução/GlobosatPlay
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Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Especial para o UOL

25/03/2018 15h40

Mais uma vez o "BBB" virou um campeonato para decidir quem é o mais sofrido. Embora a edição esteja leve e divertida, as torcidas criadas em torno dos participantes fazem questão de escolher seus favoritos a partir de situações anteriores ao programa.

Kaysar é o refugiado sírio que já sobreviveu a sei lá quantas guerras e precisa trazer a família para o Brasil. Diversas reportagens sobre a condição dele no Brasil ajudam a colocar mais lenha nessa fogueira das vaidades.

Gleici é a menina pobre, oriunda dos rincões deste país, onde conviveu com as dores da doença e da violência como tantos outros de nossos irmãos. Também fomos apresentados à casinha onde ela sobrevive, que não tem TV a cabo e a família precisa ir até alguma vizinha para prestigiá-la no programa.

Os mais ruidosos fã-clubes deste ano pertencem aos dois. A audiência do "BBB" não pode ver um cidadão desassistido que já quer pegar para criar. Acho fofo. Mas é uma pena que isso esteja tão acentuado nessa temporada.

A discussão não é mais sobre a postura dos participantes na casa, tampouco sobre o carisma e a simpatia, ou mesmo a qualidade da estratégia de cada um. Os debates entre fãs hoje giram em torno de distorções do que se sabe sobre o elenco. É mais um flanco aberto para as fake news. Há quem diga que Kaysar não é tão ferrado assim, pois recebe uma mesada do tio. E certamente alguém vai te marcar hoje num vídeo do cachorrinho da Gleici para dizer que a família não cuida bem dele.

Confesso que a única narrativa que realmente me comove é a de Ana Clara, pois está ocorrendo dentro do programa. A Winston Churchill carioca está passando por maus bocados graças a presença do pai castrador que não deixa ela curtir a experiência na plenitude. Sofrência é isso aí.

Todo o resto é universo expandido - e nem dá pra ter certeza se é canônico. Histórias que não acontecem nas 24 horas do pay-per-view durante esses 3 meses de "BBB" pouco me interessam.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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