Especial BBB18

Mauricio Stycer

Em ano de eleição, "BBB engajado" aposta em expor polarização política

Montagem/Gshow
Participantes do "BBB18" Imagem: Montagem/Gshow
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

22/01/2018 15h14

A escolha dos participantes do “BBB18” sugere que a Globo pretende levar para “a casa mais vigiada do Brasil” a discussão de temas que hoje incendeiam as redes sociais. Assuntos como sexualidade, feminismo, racismo, direitos humanos e política têm tudo para ganhar visibilidade e gerar polêmica nesta edição.

A seleção parece ter sido feita com um olho na agenda de alguns grupos com forte ressonância nas redes sociais e outro olho nas eleições programadas para outubro.

Alguns perfis divulgados pela emissora chamam a atenção de cara pela adesão a temas destas agendas. Falo, por exemplo, do refugiado de guerra da Síria (Kaysar), do sexólogo identificado com as causas LGBT (Mahmoud), da estudante de psicologia militante dos direitos humanos ligada ao PT (Gleici), da professora de ciência política conhecida por sua militância de esquerda (Mara), do publicitário defensor dos direitos dos héteros (Caruso) e do cantor e DJ que usa dreads e afirma não cortar o cabelo há 17 anos (Viegas).

Esta aposta em um “BBB engajado” representa uma nova etapa em um esforço que a Globo vem fazendo desde 2015. Para tentar mudar a cara do programa, sempre associada a homens musculosos e mulheres com ambição de ser modelos, o “BBB15” prometeu o confinamento de “gente comum”, como a professora Mariza, o teólogo Marco, o poeta Adrilles e o motoboy Douglas. Venceu o caubói Cezar, que evitou entrar em qualquer discussão no programa.

A fórmula foi repetida nas duas edições seguintes. O “BBB16” trouxe a aposentada Geralda, a jornalista Harumi e o estudante Ronan. O “BBB17” tinha até um diplomata (Rômulo) e um militante petista defensor das causas indígenas (Ilmar). Ambos foram vencidos por meninas (Munik e Emilly) com o perfil clássico, que a Globo queria apagar.

Este “BBB engajado”, em 2018, é uma aposta de risco. Pode ajudar a colocar alguns temas importantes em discussão num espaço inusitado, mas pode também deixar o reality com cara de caixa de comentários de textão na internet. Ou pode não acontecer nada e o prêmio ficar com algum participante de perfil mais previsível. A sorte está lançada.

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