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Especial BBB18

Mauricio Stycer

Eliminação de Ana Paula mostra que o problema não é jogar, mas jogar mal

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

14/02/2018 05h01

O terceiro paredão do “BBB18”, que resultou na eliminação de Ana Paula com recorde de rejeição em uma disputa tripla (89,85%), serviu de pretexto para mais duas aulas do professor Tiago Leifert.

A primeira foi, justamente, sobre rejeição. O prof. ensinou que rejeição é uma coisa muito doída e, por isso, devemos acolher pessoas como Ana Paula com compreensão. “A gente não pode cair na armadilha de rejeitar ainda mais quem já foi rejeitado”, disse num tom quase pastoral.

Ao encerrar esta lição, Leifert pediu desculpas ao público por não poder contar aos demais participantes que Ana Paula estava saindo com rejeição gigantesca. “A gente também não pode colocar lá pra dentro tudo isso que está acontecendo porque a gente estraga o jogo. Eles estão contando uma história, que a gente interfere um pouquinho, mas não muito. Eles precisam continuar contando a história que eles inventaram pra vocês. Esta é a graça do BBB.”

No contato com os “brothers” veio a segunda aula do dia. “Vamos esclarecer a definição de planta”, avisou o prof. “Planta, para nós, que assistimos a um reality show, é a pessoa que passa despercebida, é a pessoa que não joga, o voto dela mal importa, ela não ganha nada na prova do líder, ela não ganha anjo, ela não ganha a prova da comida...”

E o mestre prosseguiu: “Ele passa tão despercebida que a hora em que você vê ela está em terceiro lugar e ela termina o programa bem, sabe assim? E aí você fala: ‘Caraca, devia ter mandado aquela pessoa pro paredão!' Nós, que estamos aqui assistindo, o público, tal, a gente preferia que vocês começassem pelas plantas. Mas vocês nunca começam por que planta passa despercebida”.

Leifert havia dito na primeira lição: “A gente interfere um pouquinho, mas não muito”. Na segunda aula, ele simplesmente pediu aos brothers para colocarem no paredão as “plantas”. Se isso não é uma interferência enorme, gigantesca, não sei o que é, então.

Por fim, o apresentador disse que nenhum dos indicados ao terceiro paredão vinha atuando como “planta”. Concordo. O problema é a forma como Ana Paula jogou. Como digo no vídeo acima, jogar de forma inteligente é fazer o seu adversário mostrar os defeitos dele. Jogar de forma pouco inteligente é mostrar os seus próprios defeitos.

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