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Especial BBB18

Mauricio Stycer

Eliminada com recorde de rejeição, Nayara ainda leva "patada" de Leifert

Reprodução/TvGlobo
Nayara conversa com Tiago Leifert após deixar o programa Imagem: Reprodução/TvGlobo
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

21/02/2018 01h03

Eliminada com a maior votação em um paredão triplo na história do “BBB”, 92,69% dos votos, Nayara não teve direito a palavras carinhosas ou compreensivas de Tiago Leifert. O comportamento do apresentador foi muito diferente do adotado uma semana antes, na noite da eliminação da Ana Paula, também com rejeição recorde.

“A gente não pode cair na armadilha de rejeitar ainda mais quem já foi rejeitado”, disse ele no dia em que anunciou a saída da “bruxinha” com 89,85% dos votos. Para a jornalista, o apresentador não reservou nenhuma palavra parecida. Ao contrário, encheu Nayara de críticas por seu comportamento no reality show.

“Esta casa, especificamente, está com uma outra ‘nóia’. Vocês não são mais vocês mesmos. Agora vocês representam algo. ‘Ah, eu represento a comunidade X’. ‘Fulano representa a comunidade Y’. ‘Eu represento sei lá o quê’. Deixa eu falar a real. Ninguém aqui fora deu procuração pra vocês representarem ninguém aí”, disse Leifert, referindo-se, entre outros, a Nayara.

A jornalista, negra, falou diversas vezes no programa sobre racismo e questões ligadas a este tema. Nem sempre foi clara, é verdade, e muitas vezes mais confundiu do que esclareceu.

“É uma forma de autodefesa, um escudo. A gente entende. Mas a gente preferia que vocês abaixassem o escudo. Porque a gente colocou vocês aí dentro. A gente não ficou olhando de onde vocês eram. A gente gostou de vocês”, continuou Leifert dizendo algo que não me pareceu sincero.

Porque é visível que a seleção dos candidatos obedece, entre outros critérios, a questões de representatividade (de gênero, orientação sexual, raça e, até, posição política).

Nayara falou que usou seu “potencial de jornalista” para entender melhor intrigas, mentiras e comentários feitos sobre ela durante o programa. Foi o momento em que Leifert a interrompeu com deselegância: “Usando o seu potencial de quê?”, perguntou. “De jornalista”, ela respondeu.

Então veio a “patada” do apresentador: “A gente não quer saber, Nayara. A gente quer ver você, Nayara”. Ela se assustou, mas respondeu bem: “Ué? Mas sou eu. Só sei ser assim. E por isso estou arcando com as consequências dos meus atos.”

Fiquei com a impressão de que a direção do programa está arrependida da seleção de candidatos que fez este ano e deseja que eles mudem o comportamento que estão adotando até agora.

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