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Melhor ver Neymar cantando com Thiaguinho do que dando entrevista

Mauricio Stycer

20/11/2011 12h34

Principal jogador em atividade no Brasil, Neymar é também um fenômeno de popularidade. Admirado pelos adultos, é especialmente querido pelos jovens e pelas crianças, que superam a barreira do time de coração quando falam dele.

Além do talento com a bola nos pés, Neymar é carismático. Acumula fãs pelo próprio jeito de ser. Aos 19 anos, tem Twitter, que usa à vontade, página do Facebook, canal no You Tube, adora videogame, se veste como um jovem da sua idade e faz todo tipo de experiência com o cabelo.

O único problema de Neymar hoje é que todo mundo quer falar com ele, mas ele tem muito pouco a dizer (um assessor contou que ele tem 78 pedidos de entrevista não atendidos). Pouco à vontade nestes momentos, o craque é campeão em produzir platitudes e obviedades, como mais uma vez se viu na madrugada deste sábado, no programa "Altas Horas":

"Eu sempre quis ser um grande jogador de futebol, como foram os meus ídolos Pelé e Robinho. Eu não jogo para ser o melhor do mundo. Eu jogo porque amo a minha profissão e quero dar sempre o máximo pelo meu time", disse durante o programa, como que repetindo um discurso ensaiado em casa.

Em compensação, Neymar esbanja simpatia e alegria por onde passa. Sua participação no programa de Serginho Groisman foi mais um exemplo disso.

Sem cerimônia nenhuma, totalmente à vontade, ele cantou duas músicas junto com Thiaguinho, do Exaltasamba. Foram momentos de alegria e alto astral contagiantes, que mostram o seu potencial de comunicação mesmo sem ter nada para dizer.

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.