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“TV Globinho” supera audiência de Fátima Bernardes

Mauricio Stycer

28/06/2012 13h06

Vou me arriscar aqui por um terreno que não domino: ibope. Os números dos primeiros quatro dias de "Encontro com Fátima Bernardes" mostram que a atração tem atraído um público do mesmo tamanho, às vezes até inferior, que a "TV Globinho" em sua última semana.

Com exceção da estreia, que registrou média de 10 pontos, o programa de Fátima oscilou entre 7 (terça-feira) e 6 pontos (quarta e quinta). Na semana passada, o extinto programa infantil registrou exatamente estes índices de audiência: 6 pontos na segunda, na terça e na sexta e 7 pontos na quarta e na quinta.

Ou seja, nestes últimos dois dias, na comparação com os números da semana passada, Fátima Bernardes perdeu para a "TV Globinho".

O que estes números significam? Confesso que não sei dizer.

Ao trocar a "TV Globinho" por um matinal de variedades durante a semana, a Globo deu a entender que tinha dois objetivos. Primeiro, colocar no ar um programa capaz de enfrentar a Record, que corria sozinha no horário com o seu "Hoje em Dia". E segundo, oferecer ao mercado publicitário uma atração com muito mais potencial de faturamento do que desenhos animados.

É pouco provável que o público da "TV Globinho" seja o mesmo de "Encontro com Fátima Bernardes". Ou seja, é possível imaginar que tenha ocorrido uma dupla migração – parte do público do "Hoje em Dia" deixou a Record para ver a Globo e as crianças que assistiam a atração infantil da emissora migraram para o SBT, que segue com os seus desenhos animados no horário. Será?

Leia mais: Programa de Fátima Bernardes cai pelo terceiro dia e acende alerta na Globo e também Números de TVs ligadas não aumenta após a estreia de Fátima Bernardes.

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Mauricio Stycer