“Bigodinho” e “Bigode Grosso” dominam a noite da Globo
Mauricio Stycer
20/12/2013 14h01
Fiel ao método de enfatizar tudo, inclusive a grosseria, o autor fez a palavra ser dita 24 vezes por 10 personagens em dois blocos da trama. Até um figurante colaborou.
Tudo começou no capítulo anterior, quando Perséfone contou à amiga Patrícia (Maria Casadevall) a respeito da depilação. Esta passou a informação ao namorado, o endocrinologista Michel (Caio Castro), que decidiu pedir à enfermeira que ficasse sem roupa durante uma consulta (na presença da namorada, que não é médica). "Tira a roupa pra mim", ele pediu.
Em outra cena, o ex-marido, Daniel (Rodrigo Andrade) se mostrou enciumado: "Se ela tá fazendo 'bigodinho' é porque quer mostrar pra outro cara. É falta de respeito comigo".
A grosseria, em clima mais baixo do que o "Zorra Total", evoluiu para uma discussão pública sobre o assunto na presença de dois enfermeiros e de um paciente, numa maca. Coube a este último dizer: "Se eu visse um 'bigodinho' assim era capaz de me recuperar."
Na última cena em que o assunto foi debatido, o médico Jacques (Julio Rocha) se aproximou de Perséfone e sussurrou junto ao seu ouvido: "Eu faria miséria com este seu bigodinho".
Miá Mello imediatamente leu uma mensagem de um espectador que dizia: "O time de Lulu está muito forte com Bigode Grosso." Em seguida, perguntou a Tiago Leifert: "O palco tá pronto para o Bigode?"
Leifert informou: "Tá pronto pro Bigode. Daqui a pouco tem Bigode Grosso aqui". E ainda falou outras três vezes o apelido do cantor antes da sua apresentação.
Outra coincidência a relacionar o "bigodinho" e o "Bigode Grosso" foi a presença de Boninho, diretor do "The Voice", em "Amor à Vida". Em cena exibida no capítulo de quinta-feira, ele contracenou com a personagem Valdirene (Tatá Werneck), que luta por uma vaga no "BBB14", mas não o reconheceu.
Em tempo: Pedro Lima venceu Luana Camarah de goleada, com 66% dos votos do público, contra 34% dados à cantora. Mais sobre a semifinal você pode ler aqui.
Sobre o autor
Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br
Sobre o blog
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