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Blog do Mauricio Stycer

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Carnaval fora de época expõe a “barriga” de “Joia Rara”

Mauricio Stycer

13/03/2014 11h59

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"Meu Pedacinho de Chão", próxima novela das 18h, com estreia prevista para 7 de abril, terá apenas 100 capítulos e 20 personagens. A notícia faz pensar sobre como "Joia Rara" está longa e repetitiva. A novela de Duca Rachid e Thelma Guedes já apresentou 153 capítulos – e ainda faltam 20.

Parece claro, a esta altura, que a trama desenhada pelas autoras não sustentava uma duração tão longa. Um a um, os conflitos iniciais foram sendo resolvidos e não houve fôlego ou imaginação para renová-los.

Dois dos principais vilões, Ernest (José de Abreu) e Silvia (Nathalia Dill), se redimiram, deixando todas as possibilidades de conflito nas mãos de Manfred (Carmo Dalla Vecchia).

Enlouquecendo progressivamente, o personagem dominou a novela nas ultimas semanas. A rigor, "Jóia Rara" virou uma espécie de "samba de um drama só": a obsessão do vilão Manfred por Franz (Bruno Gagliasso) e Amelinha (Bianca Bin). Está cansativo.

Ainda há pendências a resolver, situações amorosas em suspense, mas a novela das 18h dá claros sinais de cansaço, de estar administrando, como se diz, uma "barriga".

O fato de o Carnaval na trama ter ocorrido sem sincronia com o do "mundo real", exatamente uma semana depois, reforça esta sensação de que a novela está sendo esticada. No capítulo de quarta-feira (12), ainda houve um baile no cabaré Pacheco Leão.

Gosto de "Joia Rara". É uma novela bem escrita, que tem oferecido grandes momentos a muitos atores (incluindo um show particular de Mel Maia), além de ser uma bela produção de época, muito bonita e bem cuidada. Mas a história que tinha para contar não sustentava uma duração tão longa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.