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Afiado como sempre, "Tá no Ar" volta com ênfase maior em política

Mauricio Stycer

17/01/2017 18h52

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Com estreia marcada para a próxima terça-feira (24), a quarta temporada do "Tá no Ar" registra uma alteração importante no rumo do programa. As piadas sobre o universo da televisão continuam presentes – e ótimas – mas a crítica de cunho político ocupa um lugar maior.

Como o renovado "Zorra", que tem apostado, com sucesso, em quadros sobre a crise política brasileira, o "Tá no Ar" investe bastante no assunto neste primeiro episódio de 2017.

tanoardamadadelacaoNuma homenagem ao Canal Brasil, um esquete apresenta o filme "A Dama da Delação", um pornô protagonizado por corruptos, dentro da sessão "Como Era Gostoso Meu Esquema", exibida pelo Canal Brasília.

O encerramento do programa, recriando "Aquarela", de Toquinho, trata destes mesmos temas – corrupção, delação premiada, Bangu etc.

tanoarjardimurgenteSucesso desde a primeira temporada, o quadro "Jardim Urgente" também adota tonalidade política. O apresentador faz piada com o ministro da Educação e ri de uma criança que comprou voto de colegas em eleição estudantil.

Outro tema mais duro levantado pelo "Tá no Ar" é o racismo. Logo no início do programa é exibida uma sátira de publicidade de banco, que se encerra assim: "Ser branco no Brasil é ter um tratamento diferenciado, todos os dias, 24 horas, em qualquer lugar. Branco no Brasil, há mais de 500 anos levando vantagem".

As piadas com artistas da Globo seguem com um dos grandes trunfos do humorístico. Sobra para Caio Castro nesta estreia da quarta temporada. Silvio Santos reaparece fazendo propaganda da Jequiti e Sandy surge em cena dizendo palavrões.

Sucesso em 2016, o "Te Prendi na TV" (homenagem a João Kleber) ressurge promovendo um novo mistério: "quem é a celebridade misteriosa que está atrás deste painel? Será que é o Celso Portiolli?"

Há, ainda, boas piadas com a revista "Caras", o seriado "Game of Thrones" e a volta de "Crentes", uma imitação de "Friends" de chorar de rir. Marcius Melhem, Mauricio Farias e Marcelo Adnet, os criadores da atração, mostram que ainda têm muitas cartas na manga.

O programa de estreia está disponível para assinantes da Globo Play, o aplicativo online da emissora.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.