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Mauricio Stycer

Simba ofereceu apoio ao governo em troca de pressão sobre Anatel, diz site

Mauricio Stycer

08/06/2017 14h43


As emissoras que formam a Simba procuraram o ministro Wellington Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, no final de maio, "sinalizando com apoio ao governo, tanto no tom editorial quanto nas bases políticas no Congresso", escreve o jornalista Samuel Possebon no site Teletime, especializado no mercado de telecomunicações.

Segundo o relato, Record, SBT e RedeTV! teriam oferecido 80 votos na Câmara. Em resposta, Moreira Franco teria procurado a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para pressionar o órgão em favor da tese das emissoras.

Em nota divulgada às 16h50, a Simba diz que "a informação é absurda e totalmente improcedente".

"A estratégia seria impor às operadoras de TV por assinatura um desconto a ser concedido aos assinantes pelo fim do carregamento dos sinais abertos", escreve Possebon. Juarez Quadros, presidente da Anatel, confirma que teve um encontro com Moreira Franco, mas nega qualquer tipo de pressão sobre a agência.

As operadoras de TV paga contam justamente que não sejam obrigadas pela Anatel a dar desconto aos seus clientes pela retirada dos sinais das três emissoras.

Segundo o Teletime, antes da pressão do governo, a tendência da área técnica da Anatel era não aplicar às operadoras de TV paga nenhuma obrigação de desconto, sob a justificativa de que os canais abertos eram de carregamento obrigatório. "Mas nas últimas semanas a pressão para um entendimento diferente, ou pelo menos não definitivo, teria crescido", escreve o jornalista (o texto pode ser lido aqui).

Como este blog noticiou em 29 de maio, já há uma decisão judicial favorável à tese que os clientes das operadoras têm direito a desconto na mensalidade em função da saída dos três canais dos seus pacotes. O juiz Eduardo Francisco Marcondes, da Vara do Juizado Especial Cível do Foro Regional de Itaquera, em São Paulo, determinou que uma cliente tem direito a um desconto de R$ 7,50 (ou R$ 2,50 por canal) em seu contrato com a Net. Cabe recurso à decisão.

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.