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Blog do Mauricio Stycer

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Ousada, Globo exibe fábula infantil ecológica inspirada em “Wall-E” e butô

Mauricio Stycer

2024-12-20T18:05:01

24/12/2018 05h01

Jonas (Cauã Antunes) e Catarina (Melissa Nóbrega) vivem a fábula "O Natal Perfeito", de Priscila Steinman

"O Natal Perfeito", que a Globo exibe na noite desta segunda-feira (24), tem tudo para encantar o espectador. Protagonizado por duas crianças, conta uma história sobre a importância de reciclar e dar novo significado a objetos e sentimentos.

A fábula infantil coloca em contato uma menina rica, que foge de casa porque não ganhou o presente de Natal que esperava, e um garotinho serelepe que vive em um ferro-velho e transformou a sucata ao seu redor em objetos de primeira necessidade.

A mensagem óbvia, escancarada em todas as cenas, é dirigida a Catarina (Melissa Nóbrega). Com gestos e falas, Jonas (Cauã Antunes) ensina sobre a importância de valorizar o que é essencial, evitar desperdícios e proteger os recursos naturais.

O texto poético e algo ingênuo de Priscila Steinman, o primeiro que assina como redatora final na Globo, ganha força com a ajuda de uma série de elementos da encenação, sob o comando do experiente diretor Vinicius Coimbra ("Ligações Perigosas", "Liberdade, Liberdade" e "Novo Mundo", para citar trabalhos mais recentes).

Coimbra conta que a animação "Wall-E" (2008), da Pixar, dirigida por Andrew Stanton, foi a sua referência como diretor – e, de fato, faz todo sentido lembrar do robô compactador de lixo que encontra um fiapo de vida numa Terra devastada do futuro.

Direção de arte (de Moa Batsow) e figurinos (de Marie Salles), ajudados por efeitos de pós-produção, ajudam a criar o clima mágico do especial.

O melhor amigo de Jonas é um amontoado de ferro e fios que ele chama de Senhor Perfeito (Caio Blat). Em um pesadelo, as crianças se perdem em um labirinto enquanto são perseguidas pelo vilão, o plástico, representado por um lobisomem, Raul (Alexandre Zachia).

Em uma cena sem muita conexão com o enredo, mas belíssima, o coreógrafo Tadashi Endo interpreta um número de butô (dança japonesa), representando um fantasma que aparece para recarregar Jonas de energia.

Bruno Caberizo e Tainá Muller completam o elenco com breves participações como os pais de Catarina.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.