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Blog do Mauricio Stycer

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Boris Casoy rebate Globo e diz que fez “as perguntas que o momento pedia”

Mauricio Stycer

21/01/2019 20h21

Em comentário no "RedeTV! News" exibido na noite desta segunda-feira (21), o âncora do telejornal, Boris Casoy, respondeu a críticas feitas pela Globo e pela GloboNews ao longo do dia à entrevista que fez com o senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ). Casoy disse que fez perguntas "isentas e imparciais" e não "jornalismo inquisitivo" (veja acima).

Exibida na noite de domingo, a conversa de Casoy com Bolsonaro foi mencionada em diferentes telejornais dos dois canais nesta segunda.

Referindo-se também à entrevista feita pela Record, vários apresentadores da Globo repetiram um mesmo texto: "Não foi perguntado ao senador em nenhuma das duas entrevistas, e por isso ele não respondeu, por que optou por fazer 48 depósitos de R$ 2 mil com diferença de minutos em cada operação em vez de depositar o total que recebeu em espécie de uma só vez na agência bancária onde tem conta".

Casoy rebateu: "Embora a GloboNews tenha dito que nesta entrevista não foram feitas todas as perguntas, a RedeTV! fez um trabalho profissional e isento. Fiz todas as perguntas que o momento requeria, algumas até de forma incisiva." E concluiu: "Bom jornalismo é o que faz as perguntas isentas e imparciais, e não o jornalismo inquisitivo que almeja obter respostas que gostaria de ouvir do entrevistado".

Ouvido pelo blog mais cedo, o repórter da Record que entrevistou Flavio Bolsonaro, Lúcio Sturm, não respondeu diretamente às críticas. Ele observou que só lamentava não ter feito uma pergunta, sobre a filha do assessor Fabrício Queiroz, Nathalia, que trabalhou no gabinete de Flavio Bolsonaro. A Record não respondeu à Globo.

Veja também
Globo critica falta de perguntas a Flavio Bolsonaro em entrevista da Record

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.