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Blog do Mauricio Stycer

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Público do SBT é o mais “família”; o da Globo e da Record têm mais recursos

Mauricio Stycer

2004-02-20T19:05:01

04/02/2019 05h01

A atriz-mirim Sophia Valverde, protagonista da mais recente novela infantil do SBT

Dados do Ibope recém-divulgados oferecem uma visão muito interessante sobre o perfil da audiência de televisão em São Paulo, em janeiro de 2019. Eles comprovam um slogan do SBT, "a emissora da família". O canal é assistido de forma equilibrada por gente de todas as faixas etárias, bem mais que os seus concorrentes. Mas os números também mostram que Globo e Record têm mais público nas classes AB e C1, as preferidas do mercado publicitário.

O investimento do SBT em programação infantil possivelmente explica a base sólida de espectadores (20% do total) que o canal tem entre crianças e adolescentes até 17 anos – o dobro de Globo e Record. A concentração nestas duas faixas torna a distribuição etária mais harmônica, o que é um dado positivo para o mercado publicitário.

Globo e Record compensam esta desvantagem exibindo números melhores, do ponto de vista comercial, sobre o perfil econômico dos seus espectadores. A emissora líder de audiência tem 59% do público entre as classes AB e C1, contra 53% da Record e 45% do SBT.

O público feminino corresponde a 60% do total tanto da Globo quanto do SBT e 59% da Record.

Faixa etária
Globo
4-11 anos – 5%
12-17 – 5%
18-24 – 7%
25-34 – 13%
35-49 – 24%
Mais de 50 – 46%

SBT
4-11 anos – 11%
12-17 – 9%
18-24 – 11%
25-34 – 13%
35-49 – 22%
Mais de 50 – 34%

Record
4-11 anos – 5%
12-17 – 5%
18-24 – 5%
25-34 – 12%
35-49 – 23%
Mais de 50 – 50%

Classe econômica
Globo
AB- 32%
C1 – 27%
C2 – 27%
D – 14%

SBT
AB- 19%
C1 – 26%
C2 – 37%
D – 18%

Record
AB- 28%
C1 – 25%
C2 – 31%
D – 16%

Uma outra comparação interessante é entre os públicos que consome TV aberta e TV paga em São Paulo. Os dados, neste caso, apontam diferenças mais significativas. Enquanto 59% do público na TV aberta é feminino, na TV paga é de 52%.

Faixa etária
TV aberta
4-11 anos – 6%
12-17 – 6%
18-24 – 7%
25-34 – 12%
35-49 – 23%
Mais de 50 – 45%

TV paga
4-11 anos – 10%
12-17 – 7%
18-24 – 6%
25-34 – 15%
35-49 – 24%
Mais de 50 – 38%

Classe econômica
TV aberta
AB- 28%
C1 – 26%
C2 – 30%
D – 16%

TV paga
AB- 53%
C1 – 28%
C2 – 16%
D – 3%

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.