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Globo investe pesado no Oscar, mas exibe apenas 10 dos 24 prêmios da noite

Mauricio Stycer

25/02/2019 01h39


Ao longo de toda a semana, a Globo falou do Oscar 2019. O "Jornal Nacional" exibiu várias reportagens especiais sobre os filmes indicados e as categorias em jogo. Chamadas para o programa de domingo apareceram em todas as faixas horárias da programação. A emissora expôs a marca dos patrocinadores insistentemente. Mas ao chegar o domingo (24), como já é hábito, a emissora deixou claro que a cerimônia não é a prioridade que parece.

Exibindo o Oscar a partir da 0h, depois do "Fantástico" e do "BBB19", a Globo perdeu os primeiros 14 prêmios da noite e mostrou apenas os últimos dez. É verdade que os mais importantes ficam para o fim (roteiro, ator, atriz, direção e filme), mas isso não alivia o desrespeito com o cinéfilo que não tem acesso à TV paga (o TNT exibiu a cerimônia na íntegra).

Não é de hoje que a Globo adota este comportamento ambíguo diante do Oscar – considera importante mostrar a premiação, mas se recusa a alterar a sua programação para exibir a cerimônia por inteiro. Em 2017, por causa da coincidência com o Carnaval, só exibiu um compacto no dia seguinte.

O trio escalado para o programa, Maria Beltrão, Artur Xexeo e Dira Paes, o mesmo do ano passado, se saiu muito bem – estavam bem informados, à vontade e com jogo de cintura para opinar sobre resultados inesperados. Desde a morte de José Wilker (1944-2014), a Globo procurava um nome do elenco artístico para completar o time. Tentou com Lázaro Ramos (2015), Gloria "não sou capaz de opinar" Pires (2016) e Miguel Falabella (2017), antes de, finalmente, acertar com Dira Paes.

Só falta, agora, decidir se o Oscar é ou não importante na programação da emissora.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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