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Blog do Mauricio Stycer

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Iza no The Voice: Globo ignora inexperiência e aposta no carisma da cantora

Mauricio Stycer

29/05/2019 13h31

Num programa dedicado a descobrir novos talentos musicais, a experiência dos jurados é um requisito básico. Curiosamente, a Globo abriu mão deste critério ao escolher a cantora Iza como substituta de Carlinhos Brown entre os "técnicos" do "The Voice Brasil".

Lançada no final de 2016, Iza é uma cantora iniciante. Tem apenas um disco lançado, "Dona de Mim" (2018), e emplacou dois hits ("Pesadão" e "Ginga"). É uma experiência insuficiente para avaliar candidatos que, frequentemente, acumulam décadas de prática ao chegar ao concurso da Globo.

Mas Iza tem algo raro e de enorme valor: carisma e grande presença cênica. A cantora é um fenômeno de mídia desde que surgiu. Esteve em todos os programas de todas as emissoras entre 2017 e 2018. Foi objeto até de um incidente – na Record, em duas atrações, um verso de "Ginga" foi apagado.

Iza mereceu cuidado especial da Globo. Em 2018, a cantora foi convidada a apresentar o "Música Boa ao Vivo" no Mutlishow. Deu certo. Este ano, ela emplacou uma nova temporada à frente da atração.

E no final de março, em parceria com Toni Garrido, assumiu o comando do "Só Toca Top", na própria Globo. "Só toca Iza", escreveu o colunista Chico Barney, encantado, justamente. Como previsto, foram os primeiros seis episódios da temporada. Ao serem substituídos por Lucy Alves e Wesley Safadão, a atração sofreu uma pequena queda de audiência.

Agora, na oitava temporada do bem-sucedido "The Voice", ao lado de Ivete Sangalo, Lulu Santos e Michel Teló, Iza enfrentará o seu maior desafio. Carisma não falta, como sabemos, mas é suficiente em um programa deste tipo?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.