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Fazenda 11: Em meio a um elenco obscuro, Mion é obrigado a brilhar

Mauricio Stycer

18/09/2019 00h32

O apresentador da Fazenda 11, Marcos Mion

Era para ser a apresentação dos participantes, mas a estreia da "Fazenda 11" girou em torno do apresentador. Com exceção do ex-jogador Túlio, a Record não foi capaz de selecionar ninguém verdadeiramente famoso para a mais nova edição do seu reality show. Restou a Marcos Mion chamar a responsabilidade para si e brilhar.

E olha que o comandante da "Fazenda" ainda precisou enfrentar a confusão mental de alguns participantes. O próprio Tulio, que parece sempre estar em outro lugar, insistiu duas vezes em chamar Mion de Bial. O apresentador informou ao público que, se o craque continuar errando, vai ser chamado de Romário. Já Drica se dirigiu a Mion chamando-o de Gugu, que ela conheceu no "Power Couple". Ao se corrigir, chamou o apresentador de Bial.

Alguém na Record deve considerar o método de seleção do elenco da "Fazenda" genial. É o mesmo de sempre: uma ex-panicat, um ex-jogador de futebol, um ex-BBB, um ator em busca de melhores papéis, o ex-cônjuge de alguém famoso, aspirantes a fama, modelos, DJs, influencers, ex-participantes de programas que quase ninguém vê e assim por diante.

Em matéria de obscuridade, a grande novidade na "Fazenda 11" foi a escolha de um participante conhecido como "segurança gato do Metrô". Enfim…

Daqui a três meses, estaremos íntimos dessas figuras todas, rindo delas e torcendo para serem eliminadas o quanto antes. É a graça do reality show.

Enquanto não rola a empatia e a antipatia por estes ilustres desconhecidos, temos que nos contentar com Mion. Ele não demonstrou a mesma empolgação da estreia, em 2018, mas ainda assim nadou de braçada. Leu uns textos um pouco longos no teleprompter, mas deu a volta por cima e mandou muito bem.

"Vamos fazer desta temporada da Fazenda a mais louca de todas", prometeu. Tomara!

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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