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Sabrina não combina com o desgastado “Domingo Show” que a Record vai manter

Mauricio Stycer

26/09/2019 15h47

A apresentadora Sabrina Sato

Ao anunciar que Sabrina Sato foi a escolhida para substituir Geraldo Luís aos domingos, a partir de novembro, a Record trouxe também uma má notícia – a de que o "Domingo Show" continua na grade. Ou seja, a apresentadora está chegando para comandar um programa desgastado.

O colunista Flavio Ricco antecipou a escolha de Sabrina, mas tinha a esperança que ela fosse liderar um novo projeto. A emissora fez questão de dizer que não.

Até agora, a única boa notícia para Sabrina é que o anão Marquinhos vai seguir com Geraldo para o "Balanço Geral" – aliás, foi neste programa, ao lado do apresentador, do galo e da Morte, que ele brilhou pela primeira vez na tela da Record.

O desafio de Sabrina parece enorme e lembra, para alguns, o problema que coube a Ana Hickmann em 2009. Na ocasião, Eliana deixou a Record de volta ao SBT e a modelo foi escalada para comandar o "Tudo É Possível". O programa passou por uma reformulação, mas nem assim Ana encontrou a fórmula para se manter à frente de uma atração que tinha a cara de Eliana.

O novo "Domingo Show" será dirigido por Rafael Boucinha, responsável pela atual versão do programa. Ainda assim, a Record promete que a atração será reformulada e ganhará novos quadros para receber Sabrina, que está longe da TV desde o final de março.

O fardo é pesado. Com quatro horas de duração, contando histórias arrastadas e melodramáticas, não é um programa que tenha a cara da simpática "japa". Aliás, nestes anos todos na Record, desde que saiu do "Pânico", tenho a impressão que Sabrina ainda não conseguiu mostrar quem é, de verdade, em nenhum programa.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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