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Patrocinador da Fazenda diz que pediu “providências” à Record sobre beijo

Mauricio Stycer

29/09/2019 22h41

Sem pedir permissão, Phellipe deu um beijo em Hariany na "Fazenda"

Uma empresa que patrocina "A Fazenda 11" e tem o apresentador Marcos Mion como estrela de sua campanha publicitária informou que pediu explicações à Record sobre a atitude do ator Phellipe Haagensen, que beijou Hariany Almeida sem pedir permissão.

A Oi se manifestou em sua conta oficial no Twitter, em resposta a um seguidor que criticou a empresa por apoiar "A Fazenda 11": "Vocês são um lixo, apoiam um programa de TV que protege bandido", escreveu o internauta. A empresa respondeu:

"Oi repudia e se manifesta contra qualquer conduta que configure crime de natureza ou caracterize ofensa às mulheres. A Oi solicitou à emissora providências e que demande a apuração do caso às autoridades competentes para que sejam adotadas as medidas cabíveis."

Esta mesma mensagem foi enviada a outros 92 seguidores que reclamaram no Twitter da empresa. Procurei a Record esta noite, para comentar a mensagem da Oi, mas não obtive sucesso até o momento.

Segundo o "Meio & Mensagem", publicação destinada ao mercado publicitário, "A Fazenda 11" estreou com cinco patrocinadores: Almeida Prado, Cervejaria Petrópolis, Extra, Oi e Reckitt Benckiser.

No início da noite de domingo (29), espectadores revoltados com o fato de a Record não ter tomado nenhuma atitude no sábado, quando a situação ocorreu, estão reproduzindo uma mesma mensagem no Twitter, a hashtag "O Assédio 11", em lugar de "A Fazenda 11".

Na noite de sábado, o apresentador Marcos Mion deu a entender que não concordava com a atitude de Phellipe. Mostrando-se constrangido, em mensagens do Twitter, Mion disse:

"A todos fãs da Fazenda um lembrete: Eu não faço a edição do programa, não escolho as imagens e não sou diretor, sou apenas o apresentador. A MINHA OPINIÃO PESSOAL sobre o ocorrido é MUITO ÓBVIA para qualquer um que me segue, mas ela não cabe e não interessa ao programa", escreveu.

E acrescentou: "Não adianta me cobrar uma atitude ou decisão do que deveria ou vai acontecer NO PROGRAMA. Como falei no áudio que a direção me pediu para gravar: a decisão da EMISSORA, dona do programa, será anunciada, por mim, no programa de amanhã. E eu ainda não sei qual é."

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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