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Empresa de sócio da CNN diz que Record promove “represália de baixo nível”

Mauricio Stycer

30/09/2019 22h25

Adriana Araújo e Celso Freitas, apresentadores do "Jornal da Record"

O "Jornal da Record" exibiu na segunda-feira (30) uma terceira reportagem negativa com críticas à construtora MRV, de Rubens Menin, desta vez sobre um antigo processo sobre trabalho análogo à escravidão sofrido pela empresa. A empresa comemorou 40 anos de existência justamente nesta segunda.

Procurada pela Record para comentar a reportagem, a MRV enviou uma resposta dura, que não foi divulgada pela emissora. No texto, a construtora observa que estas três matérias do telejornal, exibidas em um intervalo de dez dias, "são uma represália de baixo nível da direção da emissora à contratação do apresentador Reinaldo Gottino pela CNN Brasil". É a primeira vez que a empresa comenta o caso.

Menin, como se sabe, é também o principal investidor da CNN Brasil, em sociedade com o jornalista Douglas Tavolaro, CEO do futuro canal de notícias. A nota enviada ao JR e não divulgada diz ainda que o ataque à MRV é "um atentado contra a marca do Jornalismo da Record e um desrespeito a seus profissionais."

Ao final da exibição da matéria, a apresentadora Adriana Araújo disse apenas: "Procurada pelo Jornal da Record, a construtora não se manifestou a respeito do conteúdo da reportagem". A mensagem da MRV foi enviada originalmente às 18h42. Como não foi divulgada, a construtora reafirmou à Record que a resposta era aquela enviada. E disse que a área jurídica da empresa vai acompanhar o caso.

Abaixo, a íntegra da nota:

"Sobre os questionamentos para esta e outras 'reportagens', a MRV esclarece ao telespectador da RecordTV que são uma represália de baixo nível da direção da emissora à contratação do apresentador Reinaldo Gottino pela CNN Brasil. Trata-se de um atentado contra a marca do Jornalismo da Record e um desrespeito a seus profissionais.

Solicitamos a veiculação da resposta acima na íntegra, conforme previsto na lei federal Nº 13.188, de 11 de novembro de 2015."

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

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