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Dona do Pedaço: Por que Jô é a vilã mais sem graça da história das novelas

Mauricio Stycer

07/10/2019 05h01

Josiane, ou Jô (Agatha Moreira), é uma vilã muito mal construída na trama de A Dona do Pedaço

Josiane (Agatha Moreira) é uma das mais intrigantes personagens de "A Dona do Pedaço". Ela roubou e arruinou a própria mãe, matou dois personagens que a chantagearam e, sem muita habilidade, mergulhou num inferno astral. Em poucos capítulos, perdeu todo o dinheiro, foi morar num muquifo, está sendo chantageada por Fabiana (Nathalia Dill), a outra vilã da novela, e tenta desesperadamente arrumar algum emprego.

Que tipo de vilã é Jô? A pergunta foi feita dia desses pelo estudante de jornalismo Ronaldo Fernando Bonfim Sellohan. Noveleiro apaixonado, ele escreve sobre o assunto diariamente em suas redes sociais. Na sua visão, Jô é uma péssima vilã de novela e, em 15 tópicos, ele mostra por quê:

1. Não lança bordão.
2. Não é sexy, provocativa.
3. Não afronta as pessoas. Não tem uma atitude ativa! Apenas reage. Só responde se procurada.
4. Nunca consegue se sair bem das situações, a não ser matando.
5. Não fica matutando maldades, como uma legítima vilã.
6. Não existe base para o ódio que sente pela mãe, que ninguém entende! Sempre teve tudo.
7. Não tenta separar casais, não corre atrás de nenhum homem!
8. Não esbanja riqueza, não frequenta lugares, não se relaciona com gente rica por status.
9. Nem usou a mansão, que tanto fez para tirar da mãe. Só ficava na sala, não deu uma grande festa para se exibir.
10. Não tem falas geniais, não lança indiretas.
11. Não é elegante! Não lança moda, não tem "flair" (estilo).
12. Não compra nada. Só foi às compras junto com Kim para ter looks paras fotos. Por iniciativa própria nunca fez.
13. Não bebe
14. Não fuma.
15. Nem carro tem.

Conclusão de Ronaldo, com a qual eu concordo: "Jô é a vilã mais sem graça da história das novelas! Pra mim, esquecível completamente!"

Alguém sabe dizer por que Josiane odeia tanto a mãe?

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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