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Mais lembrado como Ravengar, Abujamra foi também diretor na TV Tupi

Nilson Xavier

28/04/2015 11h47

Morreu, nesta terça-feira (28/04), Antônio Abujamra, grande nome do teatro brasileiro e grande mestre dos palcos. Há quase quinze anos apresentava o programa de entrevistas "Provocações", na TV Cultura de São Paulo. Imortalizado em nossa teledramaturgia como o bruxo Ravengar – como esquecer aquela figura sinistra, de cabelo solto e olhar penetrante! – da novela "Que Rei Sou Eu?" (1989). Aposto que muitos fãs ainda o abordavam por "Ravengar".

No cinema, foram 19 filmes, entre 1989 e 2012, como "Festa", "Carlota Joaquina, Princesa do Brazil", "Quem Matou Pixote?", "Villa-Lobos, uma Vida de Paixão", "Quanto Vale ou é por Quilo?", "É Proibido Fumar" e "Assalto ao Banco Central".

Como ator de novelas, foram 14 personagens, com destaque para "Cortina de Vidro" (1989), "Amazônia" (1991), "O Mapa da Mina" (1993), "A Idade da Loba" (1995), "Marcas da Paixão" (2000), "Começar de Novo" (2004), "Poder Paralelo" (2009). Sua última novela foi "Corações Feridos", no SBT, em 2011.

O que muitos talvez não saibam é que, apesar de ser mais lembrado como o vilão bruxo da novela, Abujamra teve outro papel muito relevante em nossa teledramaturgia: foi um dos mais importantes diretores de novelas, seriados e teleteatros da TV Tupi, principalmente na década de 1960.

Na Tupi, entre 1967 e 1971, dirigiu as séries "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" e "Confissões de Penélope", e as novelas "O Décimo Mandamento", "Yoshico, um Poema de Amor", "Nenhum Homem é Deus", "O Homem que Sonhava Colorido", "O Jardineiro Espanhol", "O Pequeno Lord", "Super Plá" e "A Gordinha". Ainda "Salário Mínimo" e "Gaivotas", entre 1978 e 1979.

Com o fim da Tupi, em 1980, Abujamra foi dirigir novelas no núcleo de dramaturgia da TV Bandeirantes (hoje Band): "Um Homem Muito Especial", "Os Adolescentes", "Os Imigrantes" e "Ninho da Serpente" – todas entre 1980 e 1982. Também dirigiu na Globo (a série "Obrigado Doutor", em 1981) e no SBT (o remake da novela "Os Ossos do Barão", 1997).

Entretanto, para o grande público, a despeito de toda sua importante obra no teatro, Antônio Abujamra será sempre o bruxo Ravengar, um dos personagens mais marcantes e representativos de nossa televisão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Nilson Xavier é catarinense e mora em São Paulo. Desde pequeno, um fã de televisão: aos 10 anos já catalogava de forma sistemática tudo o que assistia, inclusive as novelas. Pesquisar elencos e curiosidades sobre esse universo tornou-se um hobby. Com a Internet, seus registros novelísticos migraram para a rede: em 2000 lançou o site Teledramaturgia (http://www.teledramaturgia.com.br/), cujo sucesso o levou a publicar o Almanaque da Telenovela Brasileira, em 2007.

Sobre o blog

Um espaço para análise e reflexão sobre a produção dramatúrgica em nossa TV. Seja com a seriedade que o tema exige, ou com uma pitada de humor e deboche, o que também leva à reflexão.

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