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Chico Barney


Tapa na cara, sexo e álcool: Apenas mais um dia em Soltos em Floripa

Nathália, participante do "Soltos em Floripa" - Divulgação
Nathália, participante do 'Soltos em Floripa' Imagem: Divulgação
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Colunista do UOL

03/04/2020 10h55

Acontece na vida, acontece nos filmes, acontece nos reality shows. Quando as coisas parecem um pouco fora do prumo, sem muita graça, álcool e sexo podem dar uma animada e fazer tudo valer à pena.

Não é uma confissão a respeito dos desafios da quarentena, mas uma análise sobre o quarto episódio de Soltos em Floripa, psicodélico programa da Amazon Prime nos moldes de Geordie Shore e De Férias Com o Ex.

Assim como na série Power Rangers, cada capítulo de Soltos em Floripa é focado em personagens específicos da não-trama. Se na semana passada o grande protagonista foi João, o encalhado, agora os holofotes se viraram para o casal Ramon e Nathália, com forte presença do Luan.

O fiapo dramatúrgico empreendido pelos atores do acaso começa em uma balada vespertina na praia. Durante uma discussão leve e descompromissada a respeito de rendimento sexual do rapaz, Ramon dá um tapa em Nathália, meio de brincadeira, meio por desespero, integralmente desrespeitoso.

A cidadã fica incomodada, com muita razão, e as tensões entre ambos vão crescendo ao longo do dia. Papo vem, papo vai, e a rapaziada vai para outra festa, ou talvez a mesma, mas em outro ambiente. Só eles bebem, mas as memórias também ficam nubladas para mim.

O tal do Luan fica sabendo da desinteligência e compra a briga de Nathália. Na volta para casa, a turma do deixa disso precisa intervir para que ninguém saia machucado do surrealista ônibus-balada que leva e traz o elenco dos eventos.

Soltos em Floripa fica bem mais interessante quando seus protagonistas estão enchendo o caneco ou transando. Todo o resto da experiência é um pouco como a frustração do telespectador quando o filme pornô tem muita historinha.

Tanto que o momento entre essa festa e a próxima é um interlúdio totalmente dispensável. A rapaziada vai para a praia, aluga uma prancha e pratica esportes. É como se o Canal Off invadisse a transmissão do Sexy Hot.

Mas a espera é recompensada por uma baderna de fazer corar Calígula. Nathália pede um crush delivery e no dia seguinte ele é entregue na porta do bar em que eles trabalham de vez em quando. O Gigabyte da luxúria serve de esquenta para um bacanal na sede do programa.

É quando apela e mostra as vicissitudes da vida dos jovens, com sexo, paranoia e álcool, que Soltos em Floripa diverte mais. Todo o resto parece fanfic de Armação Ilimtada.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

Chico Barney