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Chico Barney


"Bolsonaro tem uma pegada boa", diz Felipe Dylon sobre governo

EXCLUSIVO: Felipe Dylon fala sobre política, pandemia e sucesso - Reprodução/YouTube
EXCLUSIVO: Felipe Dylon fala sobre política, pandemia e sucesso Imagem: Reprodução/YouTube
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Colunista do UOL

28/05/2020 03h15

O cantor Felipe Dylon, que estourou para o sucesso no começo deste século, topou dividir conosco um pouco de suas impressões a respeito da vida em sociedade durante a pandemia, reflexões sobre a política de Bolsonaro e também, é claro, os bons tempos da fama e shows lotados.

Acompanhe o pensamento vivo deste que é uma das pedras fundamentais da moderna música popular brasileira.

Como está sendo o período de pandemia para o senhor?

Olha, Chico. Isso aí é uma coisa muito chata, esse negócio do coronavírus, né, cara. A gente vê que muitas coisas que o país tava vindo, lutando, e outras coisas em si que... No caso, a economia do país voltando a crescer, a política voltando a se organizar. E, pô, logo na hora que o Bolsonaro entrou, né, cara. No poder. Eu fico triste, cara, porque eu acho que isso é uma coisa que muita gente já se foi. A gente tenta evitar ao máximo que esse tipo de situação continue. Pelo menos a gente tenta fazer o possível para que logo mais esse problema dissipe, assim, né.

Existe um influenciador que se chama Felipe Neto. Ele fez uma declaração recente muito polêmica, que esse era o momento dos artistas e celebridades se posicionarem a respeito da política, a respeito desse momento que a gente está passando. Então até aproveitando o gancho do que o senhor falou no começo, o senhor acha que o governo Bolsonaro está se saindo bem ou mal? Como o senhor avalia esse momento?

Acho que os governadores estão cada vez mais certos de não abrir o comércio. Acho que o Bolsonaro, neste momento, essa coisa de querer tirar o Bolsonaro do poder e tudo mais, eu acho que nesse momento é uma coisa chata. Ele vinha fazendo, de certa forma, uma política boa, uma política governamental bem interessante. E como teve esse problema do corona, que agravou o quadro dele, acho que foi uma coisa um pouco chata, né. Eu vi, acho que no JN, o filho dele falando, e acho que foi isso daí, né. Mas acho que o Bolsonaro, no momento, ele vem fazendo um bom governo.

E o que o senhor acha interessante, o que o senhor acha positivo no governo do Bolsonaro?

Eu acho que, assim, Bolsonaro tem uma pegada boa. Acho que está conduzindo o país de uma forma interessante. Minha opinião é essa. Mas eu acho que provavelmente ele deve sair, né, Chico. Essa questão do corona ter pegado um pouco por conta dele, por outros problemas também dessa parte política, dele ter uma forma um pouco durona de ser, acho que essa forma também prejudicou um pouco... Essa questão de talvez ele precisar ter um pouco mais de malemolência de lidar, né. O povo brasileiro quer novidade, quer coisa boa.

A sua rotina de shows, como que está atualmente? Deu uma atrapalhada na agenda, né?

Pois é. A gente já tinha, já estava fazendo alguns shows, alguns eventos antes. E realmente com esse problema do corona, a coisa deu uma desandada. Eu acho que realmente a gente ficou nessa expectativa que o cenário pudesse voltar, mas devido a esse problema, dessa pandemia que hoje o mundo vive, infelizmente essa parte da qualidade profissional, que a gente vê nos grandes eventos e espetáculos, a gente já não via com essa força que se tinha um tempo atrás.

Eu vi que o senhor fez algumas lives mais intimistas no Instagram, não sei se chegou a rolar alguma no YouTube. Como o senhor enxerga isso nesse momento?

Nesse momento a gente ora para que melhore, né. Não é só a questão do comércio, mas dos eventos, dos shows. A gente é acostumado a fazer o Festival de Verão, Festa de Barreiros, né. E ter tido esse tipo de problema, esse tipo de coisa, foi uma situação muito triste, né. Eu vejo esse tipo de coisa na televisão e fico muito triste. A gente podia ter um pouco mais estruturado, um pouco mais tranquilo nesse sentido.

Mas o senhor tem novas lives programadas? Está em negociação com alguma marca?

Tem uma live para fazer agora, no dia 7 de junho, às 16h30, graças ao sucesso da anterior. A galera pediu para fazer mais uma, a gente vai, graças a Deus, poder fazer. E a princípio temos que fazer mais nesse perfil, nesse formato de live, né. A gente é acostumado a fazer Via Funchal, casas grandes. Ter esse tipo de problema, esse tipo de situação, nesse momento, realmente é uma coisa que a gente esperava que isso não fosse acontecer.

Faz muitos anos que o seu nome aparece entre os favoritos para participar de Power Couple, A Fazenda, De Férias com o Ex. O povo quer saber: quando que o senhor vai participar de um reality show?

Olha, Chico. Eu, nesse momento, já tive um reality show muito bacana que eu fiz, na MTV. Para mim foi uma oportunidade muito boa ter feito esse reality. Abriu portas para eu poder mostrar minha realidade, meu dia a dia.

Mas isso foi nos anos 80, isso faz muito tempo, Felipe.

Não, isso foi em 2005.

Faz 15 anos! Uma década e meia. Quando o senhor vai para o confinamento com outros artistas? Ou não interessa?

Não, não. De certa maneira, até interessa. Mas nesse momento eu tô gravando, lançando uma musica nova com o MC Buchecha. Ficou muito boa essa canção. Ficou muito boa. A galera tá gostando bastante. Tá tendo uma repercussão muito boa. Já tive convites, mas tava fazendo o meu disco, tava fazendo um trabalho bacana pra galera.

A Manu Gavassi, uma cantora também de longa trajetória como o senhor, apostou no reality show. Entrou no BBB para ser catapultada de novo e deu super certo. O senhor não imagina que isso pode ajudar, até no relançamento dessa música com o Buchecha?

Não, essa coisa da música com o Buchecha a gente já lançou, a coisa já está encaminhada. A gente também tá independente há um tempo, também teve o reality da MTV, que deu um grande destaque para meu trabalho e minha carreira. E como eu sou um artista um pouco mais da música, que já tem essa proposta um pouco mais musical mesmo, mas claro, já enveredei pela atuação, diversos tipos de outras coisas no campo multimídia.

Mas o que o senhor considera mais musical?

Eu gosto muito do Chorão, eu acho que o Chorão é um grande artista, Ele tem uma pegada muito boa, uma proposta bem interessante, que eu acho bem interessante. E eu acho muito bacana o projeto Charlie Brown, de certa maneira. Gosto muito do LS Jack, que é uma banda que eu acho que os caras tem uma proposta bem legal. E eu acho que essa questão de ter novos artistas, como a galera do NX Zero, do Fresno, que é uma galera que tem uma pegada, tem uma proposta bem interessante.

E além desse trabalho na música com Buchecha, o que mais os fãs podem esperar do Felipe Dylon para os próximos tempos?

A gente já tá numa pegada boa, fazendo um corre bacana, fizemos aí Estados Unidos, Japão, shows que a gente fez pelo Brasil também, muito bem aceitos. A maior comunidade brasileira do mundo é no Japão.

Quando que foi lá?

No Japão? Foi em 2005 também. Fiz uma viagem há pouco tempo, para fazer um curso de canto nos Estados Unidos com o professor do Bon Jovi. Foi muito legal, os caras me trataram muito bem lá. Fui muito bem recebido, gostei bastante dessa aceitação dessa galera de lá. Para mim foi bem legal.

Eu vi no Instagram que o senhor estava lendo Khalil Gibran. Autor, filósofo de origens libanesas, um grande pensador. Peguei uma frase dele que eu acho muito interessante. "Faço votos que aprenda a amar as tempestades, em vez de fugir delas". Qual a maior tempestade que Felipe Dylon já enfrentou?

A gente ia fazer umas tardes de autógrafo, aí a galera ia assistir, né. E é muita gente, né. Cara, rasgavam a camisa, levaram cordão, Tipo, foi loucura, mesmo. E isso era complicado, o negócio ficava quente. Teve um show no litoral de São Paulo que as fãs entraram por baixo do palco, entraram por trás do palco, a banda tocando, para segurar as fãs foi uma loucura.

Essa é a pior parte do isolamento social? Ficar longe do ataque das fãs?

Eu acho que é, eu acho que é.

Isso acontece até hoje?

Ah, acontece! Acontece. A galera vem em polvorosa. Quando a gente tá num trabalho legal, numa proposta, essa galera realmente curte.

Imagino que seja a mesma turma de 15 anos atrás. São meninas que eram adolescentes e agora são mães de família? Continuam perseguindo Felipe Dylon no shopping?

Tem isso, exatamente. Acho que o maior evento que a gente fez tinha mais gente que o Paul McCartney aqui no Brasil.

Que isso! Quando? Em 2005 ou mais recente?

Em 2005, na Quinta da Boa Vista.

Que incrível. E qual foi a última grande apresentação?

A última apresentação que a gente fez foi bem legal. A gente viajou numa proposta boa, tocando direto. Fizemos o Circo Voador e o Vitrine, uma festa bem legal. A galera curtiu bastante.

***

Agradeço de coração ao grande Felipe Dylon pela oportunidade. Não deixe de prestigiar o vídeo para a experiência completa.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

Chico Barney