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Globo prova vocação para docs com Marielle, mas não está pronta para ficção

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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

14/03/2020 13h13

Resumo da notícia

  • Série documental sobre vereadora assassinada é acerto do GloboPlay
  • Globo, no entanto, não parece preparada para abordar crimes reais em séries ficcionais
  • Série de ficção sobre Marielle Franco sofreu duras críticas antes mesmo de sair do papel

Completados dois anos da morte de Marielle Franco, o GloboPlay disponibilizou os seis episódios da série documental sobre a vereadora, brutalmente assassinada no Rio de Janeiro. Ainda não esclarecido, o crime ainda está sendo investigado, mas ganhou detalhamentos nos capítulos dirigidos por Caio Cavecchini.

A série sobre Marielle mostra que a Globo tem vocação para produzir bons documentários, o mesmo não se pode dizer sobre as ficções. A emissora ainda não parece disposta a mergulhar no gênero de crimes reais como já ocorre nos Estados Unidos. Não por acaso, a produção sobre o assassinato de Eliza Samúdio não sairá do papel.

Resta saber o que acontecerá com a série ficcional sobre Marielle. Que atores terão coragem de se aliar ao projeto, alvo de duras críticas antes mesmo de sair do papel? Falei sobre o assunto no vlog desta semana. Assista abaixo:

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