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Maior manipulador do 'BBB', Pyong perdeu o jogo para a própria soberba

Pyong deixou o BBB 20 - Reprodução/TV Globo
Pyong deixou o BBB 20 Imagem: Reprodução/TV Globo
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

17/03/2020 23h38

Resumo da notícia

  • Hipnólogo deixou o "BBB" indicado pelo rival que tanto menosprezou
  • Ilusionista confundiu carisma com soberba e focou na matemática
  • Saída de Pyong representa o começo do fim da "comunidade hippie"

Os quase de 400 milhões de votos no paredão do "BBB" desta terça-feira (17) não se deram à toa. Assim como ocorreu na disputa com Guilherme, que também acumulou centenas de milhares de opiniões sobre os concorrentes mostram que Pyong é uma figura que mobiliza o público. Contra ou favor, todos têm uma opinião formada sobre o ilusionista, que entrou na casa perseguido e conseguiu virar o jogo, se tornando uma peça-chave para o bloco hegemônico, autointitulado "comunidade hippie", da casa mais vigiada do país.

Carismático, Pyong fez mágica, hipnotizou os amigos e fofocou. Também não escondeu o jogo. De maneira declarada, mostrou que a matemática estava a seu favor e montou vários paredões. Chegou a ser comparado com estrategistas que entraram para a história do "Big Brother Brasil", como Jean Massumi. Fossem apenas essas características, ele seria um forte candidato ao prêmio. Mas Pyong, assim como Marcela, viu sua chance de vitória escorrer por entre os dedos. Sua autoconfiança, encarada por muitos como soberba ou arrogância, gerou grande antipatia. O hipnólogo cometeu um grande erro ao subestimar seus adversários. Dava como certa a saída de Babu. Por diversas vezes chamou Felipe Prior de burro.

Além disso, não se pode esquecer, envolveu-se em acusações sérias de assédio. Chegou a ouvir de Tiago Leifert que não era vítima e, sim, infrator, no episódio em que passou a mão em Flayslane e Gizelly e tentou beijar Marcela. No código de conduta de muitos, Pyong não deveria estar no jogo há semanas. Deu a sorte de disputar antes a preferência do público com Guilherme, acusado de maltratar a namorada, Gabi. Provavelmente sobreviveria num embate com Daniel, afinal, algum entretenimento ele ainda garantia. O problema é que, mesmo ouvindo conselhos de muitos ao seu redor sobre sua falta de humildade, Pyong achou que, de alguma maneira, a falta de humildade era charme. Não foi. Acabou saindo pelas mãos do inimigo que tanto menosprezou. O "BBB" perdeu seu maior manipulador por causa da soberba. E a "comunidade hippie" viu o início de sua ruína.

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