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Salete Campari fará Parada LGBT virtual paralela em protesto a esquecimento

Salete Campari fará uma parada virtual - Manuela Scarpa/Brazil News
Salete Campari fará uma parada virtual Imagem: Manuela Scarpa/Brazil News
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

22/06/2020 16h20

Resumo da notícia

  • Drag queens reclamam de ter sido esquecidas pela Parada LGBT do último dia 14
  • Nomes como Silvetty Montilla e Kaká Di Polly protestaram nas redes sociais
  • No dia 28, draga organizarão uma transmissão com quatro horas de duração

Realizada no último dia 14, a Parada Virtual LGBT despertou polêmica entre a comunidade. Acusado de esconder nomes importantes para a história da luta pela diversidade, o evento reuniu uma série de youtubers e foi acusado de esnobar nomes que estão na militância há décadas.

A controvérsia começou após drag queens reclamaram que não foram convidadas para estar no evento. Logo após, surgiu a informação de que os apresentadores e comentaristas pertenceriam todos à mesma agência de criação de conteúdo. E, enfim, criticou-se o recorte etário, já que a maioria era jovem.

O que se questionou foi porque nomes importantes para a comunidade não estiveram junto a eles, reconhecidamente talentosos. Não era sobre quem estava lá, mas, sim, sobre quem não estava - e deveria estar. Uma das drags mais conhecidas e históricas da noite paulistana, Kaká Di Polly, que teve de deitar na Avenida Paulista para que a primeira parada pudesse desfilar, viralizou ao publicar um desabafo em suas redes. Nesta semana, ela afirmou que foi bloqueada pela Associação da Parada.

Depois, foi a vez de Silvetty Montilla, um dos nomes mais populares da cena LGBT, negar que tenha sido convidada e questionar seu esquecimento. Nas redes sociais, a Associação afirma que a drag foi, sim, chamada, mas não viu o convite.

Em protesto contra o esquecimento, Salete Campari decidiu fazer uma Parada LGBT virtual paralela. No dia 28, Dia do Orgulho LGBT, às 18h, a drag queen reunirá Silvetty, Kaká e vários outros nomes que sentem terem sido esquecidos no evento que aconteceu há duas semanas. "Acho importante chamar pessoas que admiro pela militância", afirma Salete, que transmitirá tudo pelo YouTube, ao longo de quatro horas.

Na base da amizade, Salete usará um estúdio e atualmente monta um cenário para reunir colegas. As drags abriram uma vaquinha virtual para viabilizar o projeto, que contará ainda com nomes como Thalia Bombinha, Paulette Pink, Divina Núbia, Dimmy Kieer, Lyza Bombom, Dany Colt e Márcia Pantera.

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