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Na madrugada, SBT exibe suicídio e homem decapitado em jornal sanguinolento

Os apresentadores do enlatado "Alarma TV" - Reprodução/SBT
Os apresentadores do enlatado "Alarma TV" Imagem: Reprodução/SBT
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

21/07/2020 12h37

Resumo da notícia

  • "Alarma TV" voltou à programação da emissora de surpresa na madrugada
  • Autointitulado telejornal conquistou a vice-liderança de audiência
  • Programa chegou a mostrar um jovem pulando de uma antena

Um dos xodós de Silvio Santos junto com o "Triturando", o "Alarma TV" voltou ao ar de surpresa na madrugada desta terça-feira (21), no SBT. O telejornal sanguinolento, que já passeou por diversos horários da emissora, entrou no ar por voltas 3h em versão bem mais pesada que o habitual.

Entre as imagens exibidas nas reportagens - que mais parecem uma série de vídeos de WhatsApp -, estava a de um homem decapitado e do suicídio de um jovem, que pulou de uma antena. O episódio parece mostrar que a emissora em nada aprendeu com o "Aqui Agora", que, em 1993, exibiu uma adolescente de 16 anos se jogando de um prédio. Na época, foram muitas as críticas e o tom do telejornal foi amenizado.

Para quem não conhece, o "Alarma TV" é uma espécie de compilação de vídeos violentos na internet. Neste autointitulado telejornal, enlatado, não importam detalhes como datas ou locais. É o choque pelo choque, sob o comando de apresentadores que parecem vestidos para o entretenimento.

Comparado com as versões do "Alarma TV" que iam ao ar em outros horários, esta é bem mais pesada e ficou no ar até às 4h.

No quesito audiência, rendeu a vice-liderança e marcou 1,7 pontos de média segundo dados prévios do Ibope, ficando atrás da Globo, que teve 4,4. Mas a que custo? Difícil imaginar marcas que queiram se aliar ao projeto ou insones que queiram ver mortes sem censura antes de dormir.

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