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Ainda há quem insista em fazer humor antigo e ofensivo

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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

31/07/2020 12h12

Resumo da notícia

  • Passados quase dez anos de polêmica do "CQC", ainda há quem insista em humor ofensivo
  • Nomes como Marcelo Adnet, Whindersson Nunes e Dani Calabresa já provaram ser possível fazer humor inteligente
  • Humoristas como Léo Lins e Carlinhos Silva acabam aparecendo mais pelas polêmicas que pelo trabalho

Uma semana depois de o "Pânico" ser acusado de humilhar Mário, o galã do Tik Tok, e de não deixar Bianca Andrade falar em uma entrevista, dois humoristas voltaram a despertar controvérsia.

Léo Lins, integrante do "The Noite", do SBT, julgou ser engraçado usar uma blogueira gorda para chamar atenção e divulgar seu show. Bia Gremion virou alvo de ataques gordofóbicos e transfóbicos, uma vez que namora um homem trans. Com razão, a influenciadora decidiu processar o comediante.

Na esteira da gritaria nas redes sociais causada pelo anúncio da participação de Thammy Miranda em uma campanha de Dia dos Pais, Carlinhos Silva, conhecido por interpretado o Mendigo, no "Pânico", usou seu Instagram para afirmar que era melhor que crianças ficassem nas ruas do que serem criadas por um homem trans.

Além da falta de empatia e consciência social, o comentário do dito humorista fomenta ódio contra LGBTs e comprova o que muita gente já percebeu: ultimamente, só se fala dele quando relacionado a comentários polêmicos ou problemas por pensão denunciados pela mãe de seu filho. Há muito não se fala da carreira artística.

Se passaram quase 10 anos do episódio do "CQC" envolvendo Rafinha Bastos e Wanessa Camargo. Na época, discutiu-se muito "qual o limite do humor", a ponto de hoje o questionamento ser tratado com ironia. Alguns humoristas, o próprio Rafinha incluso, entenderam que a ofensa gratuita a minorias não é o melhor caminho.

Dá para fazer humor inteligente sem fomentar o ódio. E temos aí nomes como Whindersson Nunes, Fábio Porchat, Marcelo Adnet, Guilherme Uzeda, Renata Gaspar, Paulo Vieira, Grace Gianoukas e Dani Calabresa para provar.

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