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Flávio Ricco

Supersérie da Globo revela que brasileiro não conhece a história do Brasil

Estevam Avellar/Globo
Kiki (Natália do Vale), Arnaldo (Antonio Calloni), Nanda (Leticia Braga), Toni (Marcos Palmeira), Monique (Letícia Spiller) e Alice (Sophie Charlotte) em cena de "Os Dias Eram Assim" Imagem: Estevam Avellar/Globo
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

11/05/2017 07h00

Em seus grupos de discussão, a Globo reúne pessoas de ambos os sexos, idades, escolaridade e classes sociais diferentes. A ideia é sempre montar um painel bem abrangente.

Para “Os Dias Eram Assim”, como norma de trabalho, a rotina se repetiu. No entanto, o grau de desinformação das pessoas a respeito da nossa própria história foi algo que chamou atenção e que, também para o desenrolar da minissérie, passou a ser uma outra preocupação.

Algumas até ouviram falar do Regime Militar, mas não tinham a menor informação sobre o que queria dizer a faixa “AME-O ou DEIXE-O” do primeiro capítulo.

Entendem que o personagem de Antonio Calloni, Arnaldo, tem poder porque é rico. E ainda, confundem repressão com corrupção. Um desastre.

Não foi à toa que a Globo, a partir desses resultados, pediu que as autoras Angela Chaves e Alessandra Poggi refizessem parte do trabalho, com explicações mais detalhadas da época para facilitar o entendimento.

O curioso é que esse desconhecimento sobre fatos importantes da história do país não se limita a “Os Dias Eram Assim”.

Na novela das seis, “Novo Mundo”, os grupos de discussão também mereceram a mesma reprovação. Poucas revelaram algum conhecimento sobre o período histórico no Brasil, enquanto a família real estava no Rio de Janeiro.

Os participantes, nos dois encontros promovidos na Globo, se mostraram interessados em saber um pouco mais, mas através da novela. Recorrer a um livro, como se vê, nem pensar.

*Colaboração de José Carlos Nery
 

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