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Flávio Ricco


Ex-executivo da Band produz série para o mercado internacional

Diego Guebel, ex-executivo da Band  - Diego Guebel esteve na Band (Divulgação)
Diego Guebel, ex-executivo da Band Imagem: Diego Guebel esteve na Band (Divulgação)
Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. colunaflavioricco@uol.com.br

Colunista do UOL*

27/01/2020 00h05

Resumo da notícia

  • Série aborda ação violenta de ex-soldado nazista no Chile
  • "Colônia Dignidade" será produzida pela Boxfish, de Diego Guebel
  • Guebel criou o "CQC" e comandou programação da Band

A Amazon, gigante do streaming, anunciou durante a feira NATPE Miami, realizada entre 21 e 23 de janeiro, uma de suas grandes apostas: a série "Colonia Dignidad".

Por trás desse investimento, a Boxfish, empresa do executivo argentino de televisão Diego Guebel. Ele é o criador do formato ("Caiga Quien Caiga"), por aqui, "Custe o Que Custar", ou "CQC, apresentado na Band.

"Colonia Dignidad" é uma série baseada em fatos reais sobre a vida de colonos que sofreram anos de abusos psicológico, físico e sexual pelo líder de um culto, pedófilo e ex-soldado nazista Paul Schäfer, na zona rural do Chile.

Depois de fugir da Alemanha Ocidental, Schäfer fundou em 1961 a Colonia Dignidad, onde conseguia agir impunemente, graças a um relacionamento próximo com a ditadura de Pinochet.

Hoje, os sobreviventes tentam conciliar seu passado violento, enquanto são pegos em uma luta pela terra que já foi sua casa.

Segundo reportagem do El País, de maio de 2018, Colônia Dignidade foi abordada como uma seita alemã que levou o inferno ao Chile.

Informa a matéria que "durante mais de três décadas, num imóvel localizado 350 quilômetros ao sul de Santiago, ocorreram casos de estupro de menores, escravidão, torturas e assassinatos de opositores, sequestros, tráfico de armas, cárcere privado, adestramento de paramilitares e cânticos germânicos...

Schäfer foi preso em 2005 na Argentina, julgado e condenado, e morreu em uma prisão chilena em 2010.

*Colaborou José Carlos Nery

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Flávio Ricco