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Leo Dias


Camarote do RiR não vale quanto custa: grande, cheio de pompas e sem graça

Camarote vip do Rock in Rio - I Hate Flash/Rock in Rio/Divulgação
Camarote vip do Rock in Rio Imagem: I Hate Flash/Rock in Rio/Divulgação
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

06/10/2019 14h35

A Coluna do Leo Dias vai tentar descrever o que é o "camarotão do Rock in Rio" para quem nunca foi: imagine uma festa de casamento lotada em um local gigantesco, cheio de gente desconhecida, com um piano chatíssimo que não parava um só segundo, filas intermináveis e pouquíssimas opções de comida. E nada mais. Era isso. Sem tirar nem por.

Cada convite custou 1800 reais, um assalto para o produto oferecido. Pouca variedade de comida - e sabor duvidoso, serviço ruim, e fila para tudo. O jantar de ontem? Almôndegas, acredite.

Quer comer sobremesa? Aguarde entre 20 e 30 minutos.

Apenas dois bares com gente se estapeando para ser atendido. O ponto positivo foi a grande opção de marcas de destilados.

Ah, os famosos. Isso é um capítulo à parte. Os promoters os tratam como animais em extinção que não podem ter contato com o público pagante. Eles ficam em uma área isolada, cercada de seguranças, imprensa na porta. Lá dentro, nada demais: muito espaço livre e todos com a certeza de que são os seres mais privilegiados do Planeta Terra naquele momento.

A única área de convivência de todos os mortais era o banheiro. No masculino, os mictórios tinham uma tela para assistir ao show. Isso sim era privilégio.

Alguém precisa avisar ao Rock in Rio que o mundo mudou.

Procurada pela coluna, a Approach, assessoria de imprensa do Rock in Rio, diz: "Não há necessidade de resposta. É a sua opinião e você tem todo direito de tê-la."

Leo Dias