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Leo Dias


Record só se preocupa com jornalistas de SP e trata Covid-19 com 'desleixo'

Logo da Record TV - Divulgação
Logo da Record TV Imagem: Divulgação
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

19/03/2020 14h09

Ao contrário da TV Globo, que vem fazendo uma série de mudanças no jornalismo - e também estruturais - por conta do coronavírus, inclusive colocando repórteres com uma distância de mais de um metro dos entrevistados, a Record vem demonstrando total desleixo em relação ao contágio da doença por todo o país, reclamam funcionários da emissora. A Coluna do Leo Dias apurou que apenas em São Paulo o cuidado da emissora acontece - onde casos já foram confirmado dentro da TV - deixando outras praças abandonadas.

Tirando São Paulo, em diversas outras capitais, a Record não reduziu seu quadro de funcionários trabalhando durante este período. Pessoas imunodeprimidas estão se afastando por atestado médico, mas a equipe que continua tem trabalhado dobrado. Há quem diga que dirigentes da emissora apontam como 'mimimi' quando são cobrados por alguma atitude em outras cidades, e que alegam não querer fazer alarde com o coronavírus.

A TV Globo já mostrou, inclusive ao vivo, que tem esterilizado os microfones de jornalistas em todo o país. O spray esterilizante custa por volta de R$ 100, mas a Record se recusa a implantar a mesma medida, usando apenas plásticos e luvas, e distribuindo máscaras e álcool gel para que cada um faça sua proteção.

Procurada por e-mail e WhatsApp, a assessoria de imprensa da Record não se manifestou. O espaço segue aberto caso a emissora queira se posicionar.

Leo Dias