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Leo Dias


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Vogue não fala da capa de maio, mas editora se explica nas redes sociais

Capa de maio da Vogue, com Gisele Bundchen - Reprodução
Capa de maio da Vogue, com Gisele Bundchen Imagem: Reprodução
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Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

07/05/2020 14h19

Desde que a Coluna do Leo Dias resolveu olhar para o mundo editorial e comparar com o Brasil, se chocou com a decepcionante capa da revista Vogue Brasil de maio, que tem Gisele Bündchen, a modelo brasileira branca e loira, em um ensaio de arquivo. Isso mesmo, o que no jornalismo é conhecido como "ensaio de gaveta". Usado, normalmente, quando nada acontece. O oposto da mesma publicação pelo mundo que trouxe capas marcantes com a ascensão da pandemia do novo coronavírus.

Após a publicação do texto com críticas à Vogue Brasil, a Coluna procurou exaustivamente Frederic Kachar, diretor geral da Editora Globo, responsável pela versão brasileira da revista, que "educadamente" visualizou e não respondeu as mensagens sobre o assunto e não atendeu as ligações. Já a assessoria de imprensa disse que "a revista não irá se pronunciar no momento".

Se a postura pública adotada foi o silêncio, no mundo virtual a história foi outra. Daniela Falcão, CEO da Globo Condé Nast (responsável por gerir os títulos Vogue, GQ e Glamour) respondeu os seguidores que criticaram a capa com Gisele que dizia "Novo normal". No Instagram, a executiva explicou o que seria esse "normal".

Capa da Vogue de Portugal - Reprodução - Reprodução
Capa da Vogue de Portugal
Imagem: Reprodução

"Na moda ele (conceito de novo normal) significa menos carão, mais simplicidade, mais amor e otimismo. E são nossos 45 anos, então legítimo e natural ter Gisele, que faz parte da história da Vogue Brasil como nenhuma outra top. Não é um concurso de criatividade. É a sensibilidade de saber quem somos, de permanecer fiel ao seu dna ao mesmo tempo em que se reflete sobre tantas mudanças", disse Daniela para um seguidor que criticava a "falta de criatividade" da publicação brasileira.

Ela ainda admitiu que a revista de maio já estava quase pronta e foi mantida mesmo com as mortes decorrentes da Covid-19 aumentando no Brasil.

"A Vogue de junho está toda sendo feita em sistema de colaboração. A de maio estava semi-desenhada desde o início do ano e nós achamos que valia sim manter Gisele como ícone dos nossos 45 anos, refletindo sobre a importância da simplicidade hoje, mesmo nas mais altas esferas do luxo", explicou na rede social de vídeos e fotos. Daniela ainda seguiu dizendo que boa parte dos leitores gostaram da capa e as críticas, em sua maioria, foram feitas por "seguidores de Instagram" e que ela estava buscando entender as motivações de cada um:

"Até para entender por que a Gisele, que vem tendo atuação exemplar na pandemia, incomodou tão mais que Kaia (Gerber) na Vogue Italia, Gigi e Bella (as irmãs Hadid) na Paris etc".

Capa da Vogue Itália - Reprodução - Reprodução
Capa da Vogue Itália
Imagem: Reprodução

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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