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Direção do BBB 20 se omite e comete grande injustiça com Pyong

Petrix passa por cima de Pyong durante a corrida para atender o Big Fone - Reprodução/Globoplay
Petrix passa por cima de Pyong durante a corrida para atender o Big Fone Imagem: Reprodução/Globoplay
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

03/02/2020 05h01

Tiago Leifert comunicou neste domingo que, após 24 horas de análise, a direção do "BBB 20" não conseguiu chegar a uma conclusão sobre o que aconteceu na corrida disputada por Pyong e Petrix. Foi um dos anúncios mais esdrúxulos da história do programa.

Para quem não viu, o mágico e o ginasta disputaram uma corrida para ver quem atendia o Big Fone. Da forma como eu enxerguei, Pyong saiu na frente e na reta final foi literalmente atropelado por Petrix. Ficou no chão, enquanto o rival atendia o telefone. E, em seguida, o ginasta indicou justamente o seu concorrente para o paredão.

No texto lido por Leifert, a descrição foi muito diferente: "Eles disputaram cada centímetro da corrida e acabaram se trombando". Deve ser o primeiro caso em que uma pessoa que está liderando uma corrida "tromba" na que está atrás.

"Conversamos com muita gente, ouvimos muitas opiniões, inclusive a de vocês, que se manifestaram na internet e através da Central de Atendimento da Globo", leu Leifert. "Tem gente que acha que o Petrix empurrou; tem gente que acha que o Pyong caiu sozinho antes; tem gente que acha que o Pyong se jogou na frente do Petrix; tem gente que acha que nada aconteceu."

A pior parte do texto veio a seguir: "Foi impossível chegar a um consenso quanto a esse lance". Ora, desde quando a direção do "BBB" toma decisões com base em consenso? A direção do programa até ouve opiniões do público, mas sempre decide sozinha. Por que, neste caso, seria diferente? Inexplicável.

Na sequência, Leifert leu: "Em duas coisas a gente aqui concorda: não houve agressão; houve, sim, por parte dos dois jogadores, imprudência. Nenhum dos dois tirou o pé. Houve um excesso de vontade das duas partes, que beirou o perigo, na nossa opinião."

Pyong foi responsabilizado por algo absurdo: não ter diminuído o ritmo da corrida. Como que alguém que está à frente de uma disputa vai "tirar o pé"? Não faz sentido.

"É louvável que eles estejam jogando com tanta vontade, mas o BBB não quer que ninguém se machuque. foi jogo perigoso por parte dos dois jogadores", concluiu o texto lido pelo apresentador.

Em vez de cancelar o Big Fone, a decisão, então, foi cancelar a prova de "Bate e Volta", criando um paredão quádruplo, com Petrix, Pyong, o indicado pelo líder (Babu) e o voto da casa (Hadson). A escolha assegurou a presença do ginasta no paredão - ele poderia se salvar se disputasse a prova com o mais votado da casa.

Pelo que indicam as enquetes, Pyong não corre o risco de ser eliminado, mas isso não diminui a injustiça do que ocorreu. E mais: vítimas de injustiça tendem a ganhar simpatia do público. Por isso, a decisão equivocada da direção do programa tende a ter repercussões que vão além do paredão desta terça-feira.

O lado B do BBB

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