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Mauricio Stycer


Mercado de TV por assinatura regride ao patamar que tinha em 2012

O mercado de TV por assinatura perdeu  1,7 milhão de assinantes em 2019 - Reprodução
O mercado de TV por assinatura perdeu 1,7 milhão de assinantes em 2019 Imagem: Reprodução
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

09/02/2020 05h01

Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) referentes ao mercado de TV por assinatura mostram que houve uma perda de 1,7 milhão de assinantes (queda de 9,7%) em 2019. Ao final de dezembro, havia 15,78 milhões de assinantes contra 17,56 milhões em 2018.

Os números de assinantes de pacotes de TV paga no Brasil seguem em queda praticamente contínua há cinco anos. O pico foi alcançado em novembro de 2014, quando o mercado contabilizou 19,7 milhões. O atual patamar, de 15,78 milhões é semelhante ao que o país tinha em outubro de 2012.

Como mostrou o site Tela Viva, o grupo Claro (que incorporou a Net) perdeu 834 mil assinantes no ano, fechando o ano com 7,76 milhões de assinante. A Sky perdeu 591 mil, totalizando 4,69 milhões de clientes. A Vivo perdeu 246 mil assinantes, para um total de 1,32 milhão. E a Oi perdeu 84 mil assinantes, ficando com uma base de 1,517 milhão.

Três são os fatores principais que explicam esta situação. O principal, na visão das empresas que oferecem este serviço, é a crise econômica continuada, que acarreta perda de rendimentos e, naturalmente, cortes de despesas não essenciais.

Uma segunda causa, cada vez mais aceita, diz respeito às mudanças de hábitos provocadas pela revolução digital. No lugar de contratar pacotes com centenas de canais, muita gente tem optado por serviços de streaming, também chamados de vídeo sob demanda, que custam menos e oferecem boas opções de conteúdo.

A Netflix, principal protagonista neste mercado de streaming, contabiliza "mais de 10 milhões de assinantes" no Brasil (a empresa não divulga o número exato). Neste quesito, já é maior, na comparação individual, que qualquer empresa de TV por assinatura.

Não se deve negligenciar, também, a terceira causa, que é a pirataria. O setor de TV por assinatura sofre realmente um impacto grande causado pela oferta de produtos piratas, que burlam a legislação e os controles.

Como disse Alberto Pecegueiro, que comandou os canais Globosat por 25 anos, há uma questão cultural envolvida nisso: "Como em muitas outras coisas neste Brasil de contrastes, alguns assinantes piratas não acreditam que estão cometendo um delito. Este cidadão que furta a TV paga pode ser o mesmo que vai às ruas protestar contra políticos corruptos. Vai entender".

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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