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Mauricio Stycer


Com mais indicações que qualquer estúdio, Netflix ganha só dois Oscars

Laura Dern vence como melhor atriz coadjuvante por "História de um Casamento" - REUTERS/Mario Anzuoni
Laura Dern vence como melhor atriz coadjuvante por "História de um Casamento" Imagem: REUTERS/Mario Anzuoni
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

10/02/2020 02h02

Assim como ocorreu no Globo de Ouro, em janeiro, a Netflix foi esnobada no Oscar 2020. O serviço de streaming chegou na noite de domingo (09) com 24 indicações, mais do que qualquer estúdio, e saiu com apenas dois prêmios - melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern em "História de um Casamento", e melhor documentário para "American Factory".

A Netflix emplacou indicações com oito filmes. O principal deles, "O Irlandês", de Martin Scorsese, recebeu dez indicações e não ganhou nenhum Oscar. "História de um Casamento" teve seis indicações e "Dois Papas", dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, teve três.

Em 2019, o resultado foi bem melhor. O serviço de streaming recebeu 15 indicações ao Oscar com quatro filmes. E ganhou quatro. "Roma", de Alfonso Cuarón, indicado em dez categorias, levou três troféus por melhor filme estrangeiro, melhor fotografia e melhor diretor. E "End of Sentence" venceu na categoria de documentário de curta-metragem.

Este ano, o serviço de streaming disputou a categoria documentário com dois filmes, o brasileiro "Democracia em Vertigem", de Petra Costa, e "American Factory", de Julia Reichert e Steven Bognar, que ficou com o prêmio. A empresa também teve produções indicadas em animação ("Klaus" e "I Lost My Body") e documentário de curta-metragem ("Life Overtakes Me").

No Globo de Ouro, foram 17 indicações para oito series ou minisséries (Living with Yourself, The Spy, Russian Doll, Dead to Me, The Crown, O Método Kominsky, The Politician e Inacreditável) e mais 17 para quatro filmes (O Irlandês, História de um Casamento, Dois Papas e Meu Nome é Dolemite).

O resultado foi altamente decepcionante. A Netflix ganhou apenas dois prêmios, um por melhor atriz coadjuvante em filme dramático (Laura Dern em História de um Casamento) e outro por melhor atriz em série dramática (Olivia Colman em The Crown).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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