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Mauricio Stycer


Consumo de televisão cresce 10% na comparação com as últimas quatro semanas

18.mar.2020 - Ao lado de ministros, presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participa de coletiva sobre o coronavírus - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
18.mar.2020 - Ao lado de ministros, presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participa de coletiva sobre o coronavírus Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

19/03/2020 20h23

A busca por informações a respeito do coronavírus e a quarentena forçada de milhares de pessoas por causa da pandemia tiveram um impacto notável na TV aberta.

Dados do Kantar Ibope obtidos pela coluna mostram que o número de aparelhos ligados cresceu 10% nos primeiros três dias desta semana na comparação com os mesmos dias nas últimas quatro semanas.

Este crescimento foi registrado em vários locais, a começar pelo PNT (Painel Nacional de Televisão), que reúne dados de audiência de 15 grandes centros urbanos - o total de ligados foi de uma média de 45% nas últimas quatro segundas, terças e quartas-feiras para 49% esta semana.

Em São Paulo, o percentual foi de 48% para 53%, também um crescimento de 10%. No Rio, foi de 46% para 51%,um aumento de 11%. O maior índice de crescimento, de 16%, deu-se em Porto Alegre (41% a 47%).

Em São Paulo, houve crescimento de consumo de televisão por gente de todas as idades, classes sociais e sexo. Na faixa dos maiores de 60 anos, público que é grupo de risco para o coronavírus, o crescimento foi de 9% (de 26,9% para 29,4%). Nas classes AB, houve aumento de 14% (de 16,9% para 19,3%).

A conclusão óbvia é que a televisão aberta segue essencial, seja como fonte de informação, seja para entretenimento.

Mauricio Stycer