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Eliminação de Daniel foi um panelaço do público contra "fadas sensatas"

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

25/03/2020 00h32

Um vírus perigoso à espreita, quarentena, distanciamento social, o presidente na TV falando de "gripezinha", Tereza Cristina no lugar de Lurdes na novela das 21h... O que seria da gente sem o "BBB 20" ao vivo para desanuviar?

Por mais que as enquetes cravavam a eliminação de Daniel com mais de 80% dos votos, o brasileiro queria ouvir essa notícia da boca de Tiago Leifert, e ela só veio um pouco antes da meia-noite.

A noite foi especialmente saborosa. O apresentador explicou antes da eliminação que "toda terça-feira a realidade manda um recadinho", mas o grupo de fadas sensatas (hoje mais parecidas com bruxinhas insensatas) não entendeu nada.

Leifert fez o possível para sugerir que Marcela, Gizelly, Ivy, Thelma, Rafa e Manu não estão compreendendo a dinâmica do "BBB 20". Elas se consideram o "grupo do bem", desde que, lá no início do programa, afrontaram corretamente os homens machistas.

Não se deram conta que o reality avançou, outras histórias surgiram, outras interações foram estabelecidas e um dos supostos vilões, Prior, conquistou a simpatia do público. Também não conseguiram elaborar o significado da vitória de Babu sobre Pyong - apostaram em um paredão falso.

A eliminação de Daniel com larga rejeição foi o recado do público. Foi a forma que os espectadores encontraram para desanuviar num momento ruim. Foi uma espécie de panelaço contra as "fadas sensatas".

O lado B do BBB

Mauricio Stycer